Em viagem á Curitiba/PR, em frente ao hotel onde estava hospedado encontrei no sebo Fígaro o livro A Inconfidência Mineira - Uma Síntese Factual de Márcio Jardim ( Biblioteca do Exército Editora). Nas páginas 56 e 57 encontrei a seguinte referência literal sobre os Inconfidentes: " Manoel da Silva Brandão servia no Regimento de Vila Rica, comandado por Francisco de Paula Freire de Andrada, era amigo íntimo do Alferes Xavier e, igualmente, nascido em Minas Gerais. Era, também, figura militar chave na conspiração, pois no mês de março de 1789 fora nomeado Comandante do Destacamento Diamantino, sediado na Vila do Tejuco, norte de Minas, caminho da Bahia. É repetitivamente citado no processo como participante das reuniões conspiratórias decisivas, tanto na casa de Francisco de Paula Freire de Andrada como na de Domingos de Abreu Vieira, e só teria escapado à prisão pelas mesmas razões que conseguiram dela furtar seu colega Maximiano de Oliveira Leite: estar fora de Vila Rica no início da Devassa e não ter havido investigação aprofundada sobre todos os envolvidos, especialmente militares - e não por ter sido protegido como já se disse. Joaquim Silvério, em adição à denúncia, escrita a 10 de fevereiro de 1790, disse que Tiradentes havia escrito ao Capitão Brandão convidando-o e que este respondera:" Que ainda doente, está pronto para tudo". Ao fazer relatório ao Vice-Rei, o devassante Desembargador José Pedro Machado Coelho Torres apoantou-o como réu, mas que ainda não fora preso; nunca o seria. Em Diamantina, o Capitão Brandão continuara os encontros conspiratórios - iniciados em Vila Rica -com o Padre Rolim e seus familiares, mesmo depois do início da Devassa, fazendo-o secretamente, alta madrugada. Num encontro entre o irmão do Padre Rolim e o Capitão Brandão, o Cadete Lourenço Orsini surge repentinamente e tenciona prender o visitante ( devido à ordem de prisão dos suspeitos); o Capitão reprime-o. Essas atitudes não passaram despercebidas pelos devassantes, durante os interrogatórios do Padre e de seus irmãos.
Ao serem iniciadas as prisões, o Governador - que ainda não o tinha como suspeito - encarrega-o de, como comandante do Destacamento Diamantino, prender o Padre José da Silva de Oliveira Rolim. O Capitão Brandão esquiva-se de modo suspeito dessa incumbência; deixa, praticamente, o Padre Rolim escapar, o que não passou despercebido ao seu comandado Tenente Fernando de Vasconcelos, não-revolucioinário, e que delata-o ao Governador. Este manda outro perseguir o Padre, intimando o Capitão a apresentar-se em Vila Rica, quando o prende. Tempos depois , solta-o e não o incomoda mais, embora o tenha considerado "muito suspeito", " com seu efetivo" incluído."