terça-feira, 24 de março de 2009

TERRAS NA REGIÃO DE BAMBUÍ

Conforme o livro Campos em Disputa – História Agrária e Companhia, de Elione Silva Guimarães e Marcia Maria Mendes Motta, transcrevemos trecho da página 176:

“O maior proprietário de terras da região, de acordo com a relação, era o coronel Manoel da Silva Brandão, com seis glebas dispersas que somavam onze léguas, tendo, ao todo, 17.500 braças de testadas por 23.500 de fundos, o que pode ser transformado em nada menos do que 199.045 hectares de terra. A seguir vinha o capitão-mor João Quintino com 13.500 braças de testadas por 12.000 de fundos, equivalentes a 78.408 hectares e, por fim, os herdeiros de Maria José Rodrigues da Costa, da Fazenda São Miguel e Almas, de seis léguas, com 12.000 braças em quadra, ou, 69.696 hectares. É desnecessário lembrar que os tamanhos dessas posses deveriam ser superiores a essas medidas.”

Convertendo as terras do Manoel em quilômetros quadrados daria uns 43,5 km x 43,5 km, para se ter uma idéia. Para uma época em que o Brasil se resumia á poucos lugares conhecidos e desbravados, dá pra se ter uma idéia.

segunda-feira, 23 de março de 2009

GAZETA DO RIO DE JANEIRO - 1809

Nas cópias abaixo da Gazeta Extraordinária do Rio de Janeiro, de 24 de fevereiro de 1809, podem ser encontradas as publicações da promoção de nosso tetravô Manoel da Silva Brandão á Coronel do Regimento de Infantaria de Milícias dos Sertões de Bombuhy ( Bambuí) da Capitania de Minas Gerais, bem como a reforma na patente de Coronel do nosso Pentavô Carlos José da Silva, que era Coronel do Primeiro Regimento de Cavalaria de Milícias da Comarca de Vila Rica.




Irmão de Carlos José da Silva


Nasceu em Ouro Preto e veio para Uberaba, em 1815, permanecendo, até 1855, no cargo de Vigário. Tio e educador dos escritores Bernardo Guimarães e Manuel Joaquim da Silva Guimarães, atribui-se a ele o fato de ser o primeiro a escrever e publicar poemas na região. Primeiro vigário de Uberaba, provavelmente foi também o primeiro historiador da cidade, mas seus registros – de próprio punho – não existem mais. Era irmão do Coronel Carlos José da Silva, conhecido político do partido Conservador. Por alvará de Dom João VI e, como vigário encomendado até 1825 e vigário colado, até 1855, administrou a Igreja construída por requerimento do sargento-mor Antônio Eustáquio de Oliveira e Silva.
Durante sua gestão, as relações comerciais entre Uberaba, a corte (Rio de Janeiro), o Porto de Santos e as regiões de Goiás e Mato Grosso foram implementadas a partir da redução da distância entre Uberaba e Franca, por meio da abertura de um novo caminho em direção ao Estado de São Paulo, partindo do Porto de Ponte Alta e atravessando o Rio Grande. Em seu mandato foram inauguradas a Igreja do Rosário (1842), a primeira escola pública feminina de ensino primário (1853) e a Igreja Santa Rita (1854).
Trecho de um soneto de sua autoria:

"Ou cedo, ou tarde cumpre que o vivente,
O seu tributo pague à natureza:
Existe o homem, qual a tocha acesa,
Que apaga ao leve sopro, de repente..."

Fonte: Arquivo Público de Uberaba

sábado, 21 de março de 2009

SESMARIA PERTO DO RIO SÃO FRANCISCO





















Esta imagem é do requerimento de uma sesmaria, feito pelo então Capitão Manoel da Silva Brandão. Com certeza foi a iniciativa que fez com que os seus descendentes nacessem naquela região, á margem esquerda do Rio São Francisco até a Serra da Marcela. Foi conseguida no Arquivo Público Mineiro e é cópia fiel do original assinado em novembro de 1798. Quem quiser uma cópia digitalizada é só clicar na imagem. Atribuo a este documento como o mais importante desse blog.