Filhos da viúva Maria Angélica de Carvalho que vieram de Barbacena:
1- Manoel Gonçalves de Carvalho Brandão, casado com Joana Maria de Jesus, antes já havia sido proprietário de uma sesmaria na Paragem do Rio da Pomba, hoje Cidade de Pomba, naquela época pertencente ao termo de Barbacena, a ele outorgada em 09/02/1798.
(APl\I - Livro 275 - Página 164)
Já em 02 de abril de 1820, o casal já apadrinhava um batizado em Bambuí. (Livro 1, folha 35).
Em 23 de junho de 1821, era ele nomeado, em Formiga, curador de João José Corrêa Pamplona, genro do Mestre de Campo Inácio Pamplona, dado como pródigo.
(Leopoldo Corrêa, ob. cit. página 82).
O casal não teve descendentes, tanto que sua irmã Francisca Angélica de Carvalho, a 16 de março de 1863, outorgara uma procuração ao seu filho Domingos Gonçalves de Carvalho, na qualidade de herdeira de seu irmão Manoel Gonçalves de Carvalho Brandão, para representá-la no seu inventário.
2- Escolástica Maria de Carvalho, casada com Antônio Gonçalves Campos.
Este casal teve dentre outros, a filha Maria Angélica de Campos que era casada com Miguel Antônio de Toledo que eram pais de Gabriel, batizado em Bambuí no dia 04 de março de 1838, sendo padrinhos os avós maternos.
(Livro 1 de Batizados daquela Paróquia).
Abaixo, transcrevemos literalmente do livro Iguatama História e Genealogia, de Djalma Garcia Campos, o conteúdo das páginas 57, 58 e 59, sob o título “A GENEALOGIA IGUATEMENSE”:
" A genealogia iguatemense constitui-se dos BRANDÕES, ali chegados no final do Século XVIII; os CARVALHOS em cujo contexto se incluem os CAMPOS, os GONÇALVES e os TELES, chegados na primeira década do Século XIX; os SILVEIRAS, os LEÕES e os GARCIAS, chegados na terceira década do século XIX.
O BRIGADEIRO MANOEL DA SILVA BRANDÃO
Este trabalho objetiva especificamente a genealogia dos GARCIAS, sobre a qual nos aprofundamos em pesquisas detalhadas, em uma retrospectiva de dois séculos e meio, concluindo com a completa descendência do Capitão José Garcia Pereira; mas dado o entrelaçamento de todos aqueles ramos familiares não se pode isolar essa genealogia daquelas outras, porque a esta altura, todas elas formam uma só grei, uma só família, uma só genealogia. Por isso deliberamos incluir um estudo menos profundo de cada um daqueles ramos, começando pela precedência de sua chegada à região onde se situa o município de Iguatama.
Essa primazia coube aos BRANDÕES, através da figura histórica do BRIGADEIRO MANOEL DA SILVA BRANDÃO, cujas raízes foram estudadas profundamente pelo Cônego trindade, como se segue: " André Henriques da Silva Brandão, natural de Oliveira de Azeméis, filho de Antônio Henriques da Silva Brandão e Isabel Ferreira, casou-se com Isabel Gomes da Silva, da mesma localidade, filho do Manoel Fernandes e Domingas da Silva; todos portugueses. Teve este casal, dentre outros o filho João da Silva Brandão, da mesma origem dos antecendentes, mas veio a casar-se em Minas, em São Caetano de Mariana ( antigo Distrito de Mariana), com Antônia Maria de Oliveira, ali nascida de Antônio Ribeiro de Oliveira e Rosa Maria dos Anjos, natural do Porto.
São filhos do Capitão João da Silva Brandão, nascidos em São Caetano de Mariana:
1- Pe. João Henriques da Silva Brandão, nr. 31.01.1751;
2- Brigadeiro Antônio José da Silva Brandão;
3- Brigadeiro Manoel da Silva Brandão;
4- Ana Vitória da Silva Brandão, casada com Manoel Barros dos Santos;
5- Clara Maria da Trindade, casa com o Coronel João Veloso de Miranda;
6- Sargento-Mor Caetano da Silva Brandão casado com Domiciana da Fonseca Marinho;
7- Brigadeiro José da Silva Brandão, casado em 01.12.1781 com Ana Sanches de Seixas da Silva e Ávila Brandão, de onde derivou o conhecido ramo político dessa família".
O terceiro dessa ilustre irmandade, o Brigadeiro Manoel da Silva Brandão, é uma figura historicamente ligada à Inconfidência Mineira, porque, investido nas funções de Comandante do Destacamento do Tijuco, ainda no posto de Capitão do Regimento de Cavalaria Regular, recebeu do Visconde de Barbacena, então Governador Geral da Capitania de Minas, a incumbência da captura do Padre José da Silva de Oliveira Rolim, o mais valente e afortunado dos inconfidentes, homiziado naquela região. Verificada a diligência com pleno êxito e a conseqüente prisão daquele sacerdote, no mês de setembro de 1789 e definitivamente sufocado o movimento sedicioso, regressa esse brioso oficial da Coroa Portuguesa a Vila Rica, sendo promovido ao posto de Coronel, quando então veio a casar-se em 30 de novembro de 1.797 com Tomásia Joaquina da Silva, filha do secretário da Junta da fazenda, Carlos José da Silva e Inácia Rosa Angélica da Silva.
Carlos José da Silva, homem altamente posicionado, que já havia sido contemplado com a sesmaria do Urubu, nas proximidades de Bambuí, aconselhou o genro a que procurasse também obter, na mesma região de terras férteis, uma sesmaria e foi assim que, ainda no posto de coronel, Manoel da Silva Brandão requereu e obteve a sesmaria da Marcela, localizada nos municípios de Luz e Bambuí, transferindo-se para essa Vila, mais ou menos em 1798, e é certo que naquele ano ele e a esposa apadrinhavam um batizado naquela Vila, conforme assentos da Paróquia, no livro 1, fl.101.
A Sesmaria da Marcela que por si só já se constituía em um grande latifúndio, ali ainda adquiriu, por compra a herdeiros de Antônio Afonso Lamounier, a sesmaria da Glória, na margem esquerda do Rio São Francisco e mais tarde recebeu de herança do sogro a sesmaria do Urubu, onde se localiza hoje a estação férrea de Uruburetama, de modo a formar um total de cerca de 40 mil hectares de terras de excelente qualidade.
Com tal patrimônio e promovido a Brigadeiro, acrescido do seu real valor, no dizer do historiador Waldemar de Almeida Barbosa, chegou a ser uma das mais notáveis figuras de Minas Gerais, na primeira metade do Século XIX.
1- Manoel Gonçalves de Carvalho Brandão, casado com Joana Maria de Jesus, antes já havia sido proprietário de uma sesmaria na Paragem do Rio da Pomba, hoje Cidade de Pomba, naquela época pertencente ao termo de Barbacena, a ele outorgada em 09/02/1798.
(APl\I - Livro 275 - Página 164)
Já em 02 de abril de 1820, o casal já apadrinhava um batizado em Bambuí. (Livro 1, folha 35).
Em 23 de junho de 1821, era ele nomeado, em Formiga, curador de João José Corrêa Pamplona, genro do Mestre de Campo Inácio Pamplona, dado como pródigo.
(Leopoldo Corrêa, ob. cit. página 82).
O casal não teve descendentes, tanto que sua irmã Francisca Angélica de Carvalho, a 16 de março de 1863, outorgara uma procuração ao seu filho Domingos Gonçalves de Carvalho, na qualidade de herdeira de seu irmão Manoel Gonçalves de Carvalho Brandão, para representá-la no seu inventário.
2- Escolástica Maria de Carvalho, casada com Antônio Gonçalves Campos.
Este casal teve dentre outros, a filha Maria Angélica de Campos que era casada com Miguel Antônio de Toledo que eram pais de Gabriel, batizado em Bambuí no dia 04 de março de 1838, sendo padrinhos os avós maternos.
(Livro 1 de Batizados daquela Paróquia).
Abaixo, transcrevemos literalmente do livro Iguatama História e Genealogia, de Djalma Garcia Campos, o conteúdo das páginas 57, 58 e 59, sob o título “A GENEALOGIA IGUATEMENSE”:
" A genealogia iguatemense constitui-se dos BRANDÕES, ali chegados no final do Século XVIII; os CARVALHOS em cujo contexto se incluem os CAMPOS, os GONÇALVES e os TELES, chegados na primeira década do Século XIX; os SILVEIRAS, os LEÕES e os GARCIAS, chegados na terceira década do século XIX.
O BRIGADEIRO MANOEL DA SILVA BRANDÃO
Este trabalho objetiva especificamente a genealogia dos GARCIAS, sobre a qual nos aprofundamos em pesquisas detalhadas, em uma retrospectiva de dois séculos e meio, concluindo com a completa descendência do Capitão José Garcia Pereira; mas dado o entrelaçamento de todos aqueles ramos familiares não se pode isolar essa genealogia daquelas outras, porque a esta altura, todas elas formam uma só grei, uma só família, uma só genealogia. Por isso deliberamos incluir um estudo menos profundo de cada um daqueles ramos, começando pela precedência de sua chegada à região onde se situa o município de Iguatama.
Essa primazia coube aos BRANDÕES, através da figura histórica do BRIGADEIRO MANOEL DA SILVA BRANDÃO, cujas raízes foram estudadas profundamente pelo Cônego trindade, como se segue: " André Henriques da Silva Brandão, natural de Oliveira de Azeméis, filho de Antônio Henriques da Silva Brandão e Isabel Ferreira, casou-se com Isabel Gomes da Silva, da mesma localidade, filho do Manoel Fernandes e Domingas da Silva; todos portugueses. Teve este casal, dentre outros o filho João da Silva Brandão, da mesma origem dos antecendentes, mas veio a casar-se em Minas, em São Caetano de Mariana ( antigo Distrito de Mariana), com Antônia Maria de Oliveira, ali nascida de Antônio Ribeiro de Oliveira e Rosa Maria dos Anjos, natural do Porto.
São filhos do Capitão João da Silva Brandão, nascidos em São Caetano de Mariana:
1- Pe. João Henriques da Silva Brandão, nr. 31.01.1751;
2- Brigadeiro Antônio José da Silva Brandão;
3- Brigadeiro Manoel da Silva Brandão;
4- Ana Vitória da Silva Brandão, casada com Manoel Barros dos Santos;
5- Clara Maria da Trindade, casa com o Coronel João Veloso de Miranda;
6- Sargento-Mor Caetano da Silva Brandão casado com Domiciana da Fonseca Marinho;
7- Brigadeiro José da Silva Brandão, casado em 01.12.1781 com Ana Sanches de Seixas da Silva e Ávila Brandão, de onde derivou o conhecido ramo político dessa família".
O terceiro dessa ilustre irmandade, o Brigadeiro Manoel da Silva Brandão, é uma figura historicamente ligada à Inconfidência Mineira, porque, investido nas funções de Comandante do Destacamento do Tijuco, ainda no posto de Capitão do Regimento de Cavalaria Regular, recebeu do Visconde de Barbacena, então Governador Geral da Capitania de Minas, a incumbência da captura do Padre José da Silva de Oliveira Rolim, o mais valente e afortunado dos inconfidentes, homiziado naquela região. Verificada a diligência com pleno êxito e a conseqüente prisão daquele sacerdote, no mês de setembro de 1789 e definitivamente sufocado o movimento sedicioso, regressa esse brioso oficial da Coroa Portuguesa a Vila Rica, sendo promovido ao posto de Coronel, quando então veio a casar-se em 30 de novembro de 1.797 com Tomásia Joaquina da Silva, filha do secretário da Junta da fazenda, Carlos José da Silva e Inácia Rosa Angélica da Silva.
Carlos José da Silva, homem altamente posicionado, que já havia sido contemplado com a sesmaria do Urubu, nas proximidades de Bambuí, aconselhou o genro a que procurasse também obter, na mesma região de terras férteis, uma sesmaria e foi assim que, ainda no posto de coronel, Manoel da Silva Brandão requereu e obteve a sesmaria da Marcela, localizada nos municípios de Luz e Bambuí, transferindo-se para essa Vila, mais ou menos em 1798, e é certo que naquele ano ele e a esposa apadrinhavam um batizado naquela Vila, conforme assentos da Paróquia, no livro 1, fl.101.
A Sesmaria da Marcela que por si só já se constituía em um grande latifúndio, ali ainda adquiriu, por compra a herdeiros de Antônio Afonso Lamounier, a sesmaria da Glória, na margem esquerda do Rio São Francisco e mais tarde recebeu de herança do sogro a sesmaria do Urubu, onde se localiza hoje a estação férrea de Uruburetama, de modo a formar um total de cerca de 40 mil hectares de terras de excelente qualidade.
Com tal patrimônio e promovido a Brigadeiro, acrescido do seu real valor, no dizer do historiador Waldemar de Almeida Barbosa, chegou a ser uma das mais notáveis figuras de Minas Gerais, na primeira metade do Século XIX.
2 comentários:
Quem foi capitÃO Joao Veloso de Miranda. É mesmo que recebeu em em 1669 o titulo da ilha da cotinga e rasa atraVES DE GABRIEL DE lARA EM PARANAGUA. ERA POR ACASO TIO DE BEATRIZ MIRANDA MORTA POR PIRATAS FRANCESES EM 1718 NA ILHA DO MEL NO DIA 03 DE MARÇO DE 1710 CONFORME CONTOU UM NEGRO DE 120 ANOS.
DATA DA MORTE DE BEATRIZ 03 DE 1718.
Postar um comentário