segunda-feira, 5 de novembro de 2007

BRANDÕES NO SÉCULO XIV

"16 de Abril de 1346.
Prazo de três vidas feito na era de 1346 pelos Religiosos do Mosteiro de Pedroso, a Clemente João e a sua mulher Giralda Doniz, e para um propínquo, qual nomeasse o que mais vivesse, do casal chamado Soutuílo na honra de Avintes, com todas as suas pertenças: pelo foro, e pensão anual de 8 libras da moeda do tempo, metade por dia de Natal, e outra por dia de Páscoa; e a última vida daria 8 libras e meia, e colheita a El-Rey e lutuosa. Pedroso, Cazal de Soutuílo na honra de Avintes. N. 0 231. Pergaminho partido por A. B. C.". Este documento levanta uma questão, tendo sido as terras de Avintes doadas ao mosteiro de Sto. Tirso, como já dissemos, que direito tinha sobre elas o mosteiro de Pedroso, que lhe permitissem emprazar um casal e cobrar o respectivo foro?... Até descobrirmos novas fontes que nos esclareçam, esta dúvida continuará a subsistir.
Em 1487, o couto de Avintes vai passar para a posse da família Brandão através da doação feita por D. Francisco de Sonsa, Abade Comendatário do citado mosteiro; "Deste comendatário acharam a memória no Cartório, não que adquirisse, senão que desse muitas terras e propriedades em Avintes, a Fernão Brandão" "Fernão Brandão e seu filho Diogo Brandão, senhores da quinta e couto de Avintes, a qual continua na posse de seus descendentes por linha feminina, os Almeidas, Condes de Avintes e Marqueses de Lavradio". A filha de Diogo Brandão, D. Isabel Brandão, casa em 1570 com D. Francisco de Almeida, filho primeiro de D. João de Almeida, capitão de Tânger e governador de Angola, assim pas­sando o senhorio do couto de Avintes para a família dos Almeidas”

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