sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
ROLA MOÇA
PASTIM - ANTIGA FAZENDA/RESIDÊNCIA DO VÔ NICO
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
CASAMENTO DO ZÉ LUIS - PATOS DE MINAS - MINAS - 20/12/08
sábado, 1 de novembro de 2008
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
VILA DE CAMPANHA DA PRINCESA

Em 1807 falecia João Rodrigues de Macedo, contratador de enorme influência nas Minas Gerais. Não deixando descendência, coube ao Comandante do Destacamento de Vila de Campanha da Princesa José da Silva Brandão, mandar uma patrulha para guardar os bens do falecido, e permitir a justiça que definisse o destino dos mesmos.
Para quem não sabe João Rodrigues de Macedo foi quem construiu como residência para si a casa onde hoje se denomina Casa dos Contos. Era próximo de vários Inconfidentes tipo Inácio José de Alvarenga Peixoto, Cláudio Manoel da Costa, Vicente Vieira da Mota ( seu contador e guarda-livros), inclusive Tiradentes.
Abaixo a transcrição de ofício do Comandante Brandão á Vossa Alteza Real:
" Participo a V.A.R. q o dito Joáo Rodrigues de Macedo falesceu da Vida presente hontem q se contarão 6 do corrente mez, deixando por seus testamenteiros, em primeiro lugar ao Doutor João de Araujo de Oliveira, em Segundo, terceiro, e Quarto lugar aos Seus Sobrinhos Antonio Joze Fernandes de Macedo, o Capitão Jeronimo Fernandes de Macedo, e Antonio Joaquim Rodrigues de Macedo para cuja Caza e Lavras do mesmo falescido e devedor, despachei logo uma Guarda Militar deste Destacamento, não só para as vigiar, assestir às apurações q se continuão a fazer; mas também para auxiliar qualquer deligencia da Justiça, q houver de se proceder; para o q requeri ao Doutor Juiz de Fora deste Termo, q em quanto a Junta da Administração da Fazenda de V.A.R. não determinasse outras providencias, mandasse elle pôr em Segurança todos os bens do referido falescido; e eu sigo já a examinar o estado, em q ficão as sobreditas Lavras e mais bens respectivos, para poder dar a V.A.Rel huma exacta informação, sendo perciza, para me determinar o que for servido.
No entanto, porem, V.A.R. se digne ordenar quem hade responder pela Administração da dita Fabrica da Mineração do ouro, e da Cultura, e pelas despezas, q são indespensaveis para o Costeio da mesma; e o que devo praticar daqui em diante a respeito da Cobrança das terças partes, de q estou encarregado, para prontamente o executar, como fiel Vassallo de V.A.R."
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA XXIV SIMPÓSIO
"Baldado nosso esforço, cotejando nome a nome as duas relações, para nossa surpresa, entre os 633 indivíduos listados em 1818, só nos foi possível localizar sete dos entrantes de 1769: o capitão Julião Álvares de Mendonça, o Pe. Inácio Correia Pamplona, filho do Mestre-de-Campo, o capitão Manoel da Silva Brandão, Antônio José Bastos, José da Silva de Queirós, João Teixeira Camargos e Luís Antônio da Silva Vilella Moço.
Além desses, buscando pelos sobrenomes, oito proprietários seriam prováveis filhos dos que requisitaram sesmarias em 1769. Não nos foi possível ir além desse limitado número no momento. Apenas uma pesquisa detalhada em outras fontes cartoriais – batismos, casamentos, óbitos, inventários e testamentos – poderia nos dar a certeza de que muitos outros dos nossos fazendeiros do inquérito de 1818 seriam descendentes diretos daqueles que ocuparam a região no último quartel do século XVIII. Como veremos a seguir, a maioria dos proprietários informou, em 1818, que adquirira a terra por compra, o que pode sinalizar que as propriedades mudaram das mãos dos pioneiros para as de forasteiros adventícios.
Confira, sobretudo, o capítulo VII “As aparências do poder: a paz no feudo”, p. 253 a 265. Veja também p. 183 a 186.
O Capitão-Mor João Quintino de Oliveira que era o responsável pelas informações e assinou a lista, apareceu como o segundo declarante. Declarava ser proprietário de três grandes propriedades: uma com três léguas de terra, sendo 4.500 braças de testadas e 3.000 de fundos, próxima de Tamanduá, outra, da Barra, adquirida por sesmaria e compra, no distrito de São Roque da Serra da Canastra, com três léguas, sendo 4.500 braças de testadas e 4.500 de fundos e a Babilônia, com duas léguas e meia, tendo de testadas 4.500 braças e de fundos a mesma medida, no distrito de Nossa Senhora da Luz da Confusão de Pium-hi. Declarava ainda possuir cinqüenta e quatro cativos – um dos maiores plantéis da região –, que morava na fazenda Cachoeirinha, adquirida por compra. Dizia que cultivava as três fazendas, só que na Barra e na Babilônia ele só possuía 12 escravos para cuidar das cinco léguas e meia de terra. Ele, como qualquer outro declarante, poderia estar omitindo informações que pudessem sobrecarregá-lo de impostos ou que levantassem suspeitas sobre a legitimidade de suas posses. Ao mesmo tempo, para legitimar essas posses, informava que elas eram cultivadas e foram compradas. Saint-Hilaire, ao passar pela região em 1819, conheceu o Capitão-Mor, sua riqueza e seu modo de vida modesto. Além disso, colocou em dúvida a informação do tamanho da fazenda que João Quintino declarara. Segundo o viajante, “a propriedade de Cachoeirinha, situada um pouco antes de Tamanduá, tem três léguas de comprimento por duas de largura.” (2004: 74-75)
Os maiores proprietários de terras da região, de acordo com a Relação, eram o Coronel Manoel da Silva Brandão, com seis glebas dispersas que somavam onze léguas, tendo, ao todo, 17.500 braças de testadas por 23.500 braças de fundos, o que pode ser transformado em nada menos do que 199.045 hectares de terra. A seguir vinha o Capitão-Mor João Quintino com 13.500 braças de testadas por 12.000 de fundos, equivalentes a 78.408 hectares e, por fim, os herdeiros de Maria José Rodrigues da Costa, da fazenda São Miguel e Almas, de seis léguas, com 12.000 braças em quadra, ou, 69.696 hectares. É desnecessário lembrar que os tamanhos dessas posses deveriam ser superiores a essas medidas. Segundo Márcia Motta, “a Coroa também não podia ignorar que muitos sesmeiros ocupavam grandes extensões de terras através do apossamento das terras limítrofes a suas sesmarias ou mesmo de outras áreas, distantes espacialmente das suas concessões. Ou seja, em muitas ocasiões, o posseiro e o sesmeiro podiam se confundir numa única pessoa” (MOTTA, 1998:122).
Na Relação de 1818, dezessete fazendeiros declararam abertamente que o título de suas terras era “posse”, e um deles, Antônio da Silva Rocha, apossou-se de duas léguas de terra na paragem da Perdição, no distrito da Freguesia de Bambuí. Outros sete associaram, cada um, aos seus títulos de sesmaria, compra e herança um outro de posse pura e simples. O curioso é que dos dezessete casos envolvendo exclusivamente a posse, dez eram de fazendas grandes, com meia légua ou mais e sete eram pequenos posseiros. Isto vem confirmar a opinião de Márcia Motta ao acreditar “que o processo de ocupação de terras pelo apossamento praticado pelos fazendeiros permitia que outros agentes sociais reconhecessem o seu direito à ocupação também pelo sistema de apossamento. Seria, utilizando a terminologia de Bourdieu, um ‘direito vivido’.” (MOTTA, 1998:122)
Com que intenção o Capitão-Mor informou em seu mapa que o Coronel Manoel da Silva Brandão não estava cultivando duas de suas grandes fazendas? Eles não eram vizinhos nas confrontações. Teriam os dois maiores proprietários divergências e conflitos de interesses que teriam levado um deles a expor a situação reprovável do outro aos olhos das autoridades que ordenaram o cadastramento?
Dos os 633 fazendeiros, somente quatro afirmaram – ou João Quintino afirmou por eles – não estar cultivando suas terras. É possível suspeitar que muitos dos outros estariam prestando informações falsas. Mesmo sabendo que diversas propriedades eram cultivadas com o braço livre, às vezes com famílias numerosas, o maior peso do trabalho estaria nas mãos dos cativos (SAINT-HILAIRE, 2004:75). Seria também por esta razão que a Relação pedia que se informasse a posse de escravos? Cruzando o número de cativos com as extensões das áreas declaradas, encontramos uma quantidade considerável de propriedades de tamanho nada desprezível com nenhum ou com um único escravo. Antes de partirmos para a análise de outros dados da Relação, convém compreender um pouco o complicado sistema de agrimensura das datas de terra.
Uma légua em quadra de sesmaria (3.000 braças de testada por 3.000 de fundos) corresponderia a 4.356 ha. Porém, nem sempre as sesmarias eram medidas em quadra e, por exemplo, meia légua poderia não ser 1.500 braças em quadra (1.089 ha) e sim, 750 x 750 (272,25 ha), 750 x 500 (181,50 ha), 675 x 500 (163,35 ha), 1.125 x 1.125 (612,56 ha) ou outras variações. Por outro lado, é quase certo que não havia essas precisões de medidas, sobretudo nos lugares em que existiam terras devolutas. Trata-se de uma realidade muito diferente da encontrada por Giovanni Levi no Piemonte. Lá, onde cada metro quadrado era disputado, a medida básica eram as giornate, que não passavam de 3.300 m², ou até mesmo as tavole, muito menores ainda (LEVI, 2000:95, 141-142). Mas aqui também, lado a lado com os latifúndios, existiam – e ainda hoje existem – aqueles que sobreviviam, ou vegetavam, sobre litros ou quartas de terra (MOTTA, 2005:289-290)."
Trecho do ensaio de Francisco Eduardo Pinto, de nome " As Sesmarias da Comarca do Rio das Mortes nas nascentes do São Francisco"
Além desses, buscando pelos sobrenomes, oito proprietários seriam prováveis filhos dos que requisitaram sesmarias em 1769. Não nos foi possível ir além desse limitado número no momento. Apenas uma pesquisa detalhada em outras fontes cartoriais – batismos, casamentos, óbitos, inventários e testamentos – poderia nos dar a certeza de que muitos outros dos nossos fazendeiros do inquérito de 1818 seriam descendentes diretos daqueles que ocuparam a região no último quartel do século XVIII. Como veremos a seguir, a maioria dos proprietários informou, em 1818, que adquirira a terra por compra, o que pode sinalizar que as propriedades mudaram das mãos dos pioneiros para as de forasteiros adventícios.
Confira, sobretudo, o capítulo VII “As aparências do poder: a paz no feudo”, p. 253 a 265. Veja também p. 183 a 186.
O Capitão-Mor João Quintino de Oliveira que era o responsável pelas informações e assinou a lista, apareceu como o segundo declarante. Declarava ser proprietário de três grandes propriedades: uma com três léguas de terra, sendo 4.500 braças de testadas e 3.000 de fundos, próxima de Tamanduá, outra, da Barra, adquirida por sesmaria e compra, no distrito de São Roque da Serra da Canastra, com três léguas, sendo 4.500 braças de testadas e 4.500 de fundos e a Babilônia, com duas léguas e meia, tendo de testadas 4.500 braças e de fundos a mesma medida, no distrito de Nossa Senhora da Luz da Confusão de Pium-hi. Declarava ainda possuir cinqüenta e quatro cativos – um dos maiores plantéis da região –, que morava na fazenda Cachoeirinha, adquirida por compra. Dizia que cultivava as três fazendas, só que na Barra e na Babilônia ele só possuía 12 escravos para cuidar das cinco léguas e meia de terra. Ele, como qualquer outro declarante, poderia estar omitindo informações que pudessem sobrecarregá-lo de impostos ou que levantassem suspeitas sobre a legitimidade de suas posses. Ao mesmo tempo, para legitimar essas posses, informava que elas eram cultivadas e foram compradas. Saint-Hilaire, ao passar pela região em 1819, conheceu o Capitão-Mor, sua riqueza e seu modo de vida modesto. Além disso, colocou em dúvida a informação do tamanho da fazenda que João Quintino declarara. Segundo o viajante, “a propriedade de Cachoeirinha, situada um pouco antes de Tamanduá, tem três léguas de comprimento por duas de largura.” (2004: 74-75)
Os maiores proprietários de terras da região, de acordo com a Relação, eram o Coronel Manoel da Silva Brandão, com seis glebas dispersas que somavam onze léguas, tendo, ao todo, 17.500 braças de testadas por 23.500 braças de fundos, o que pode ser transformado em nada menos do que 199.045 hectares de terra. A seguir vinha o Capitão-Mor João Quintino com 13.500 braças de testadas por 12.000 de fundos, equivalentes a 78.408 hectares e, por fim, os herdeiros de Maria José Rodrigues da Costa, da fazenda São Miguel e Almas, de seis léguas, com 12.000 braças em quadra, ou, 69.696 hectares. É desnecessário lembrar que os tamanhos dessas posses deveriam ser superiores a essas medidas. Segundo Márcia Motta, “a Coroa também não podia ignorar que muitos sesmeiros ocupavam grandes extensões de terras através do apossamento das terras limítrofes a suas sesmarias ou mesmo de outras áreas, distantes espacialmente das suas concessões. Ou seja, em muitas ocasiões, o posseiro e o sesmeiro podiam se confundir numa única pessoa” (MOTTA, 1998:122).
Na Relação de 1818, dezessete fazendeiros declararam abertamente que o título de suas terras era “posse”, e um deles, Antônio da Silva Rocha, apossou-se de duas léguas de terra na paragem da Perdição, no distrito da Freguesia de Bambuí. Outros sete associaram, cada um, aos seus títulos de sesmaria, compra e herança um outro de posse pura e simples. O curioso é que dos dezessete casos envolvendo exclusivamente a posse, dez eram de fazendas grandes, com meia légua ou mais e sete eram pequenos posseiros. Isto vem confirmar a opinião de Márcia Motta ao acreditar “que o processo de ocupação de terras pelo apossamento praticado pelos fazendeiros permitia que outros agentes sociais reconhecessem o seu direito à ocupação também pelo sistema de apossamento. Seria, utilizando a terminologia de Bourdieu, um ‘direito vivido’.” (MOTTA, 1998:122)
Com que intenção o Capitão-Mor informou em seu mapa que o Coronel Manoel da Silva Brandão não estava cultivando duas de suas grandes fazendas? Eles não eram vizinhos nas confrontações. Teriam os dois maiores proprietários divergências e conflitos de interesses que teriam levado um deles a expor a situação reprovável do outro aos olhos das autoridades que ordenaram o cadastramento?
Dos os 633 fazendeiros, somente quatro afirmaram – ou João Quintino afirmou por eles – não estar cultivando suas terras. É possível suspeitar que muitos dos outros estariam prestando informações falsas. Mesmo sabendo que diversas propriedades eram cultivadas com o braço livre, às vezes com famílias numerosas, o maior peso do trabalho estaria nas mãos dos cativos (SAINT-HILAIRE, 2004:75). Seria também por esta razão que a Relação pedia que se informasse a posse de escravos? Cruzando o número de cativos com as extensões das áreas declaradas, encontramos uma quantidade considerável de propriedades de tamanho nada desprezível com nenhum ou com um único escravo. Antes de partirmos para a análise de outros dados da Relação, convém compreender um pouco o complicado sistema de agrimensura das datas de terra.
Uma légua em quadra de sesmaria (3.000 braças de testada por 3.000 de fundos) corresponderia a 4.356 ha. Porém, nem sempre as sesmarias eram medidas em quadra e, por exemplo, meia légua poderia não ser 1.500 braças em quadra (1.089 ha) e sim, 750 x 750 (272,25 ha), 750 x 500 (181,50 ha), 675 x 500 (163,35 ha), 1.125 x 1.125 (612,56 ha) ou outras variações. Por outro lado, é quase certo que não havia essas precisões de medidas, sobretudo nos lugares em que existiam terras devolutas. Trata-se de uma realidade muito diferente da encontrada por Giovanni Levi no Piemonte. Lá, onde cada metro quadrado era disputado, a medida básica eram as giornate, que não passavam de 3.300 m², ou até mesmo as tavole, muito menores ainda (LEVI, 2000:95, 141-142). Mas aqui também, lado a lado com os latifúndios, existiam – e ainda hoje existem – aqueles que sobreviviam, ou vegetavam, sobre litros ou quartas de terra (MOTTA, 2005:289-290)."
Trecho do ensaio de Francisco Eduardo Pinto, de nome " As Sesmarias da Comarca do Rio das Mortes nas nascentes do São Francisco"
Curiosidades sobre Ruas e localidades
Em Goiânia existe uma rua de nome Major Manoel da Silva Brandão, no Setor Veiga Jardim 3. Em Contagem e Uberaba,cada cidade com sua Rua Manoel Brandão. No Município da Campo Grande no Mato Grosso do Sul, temos a Estação Férrea Manoel Brandão. Em Oliveira de Azeméis, Portugal, temos também a Rua Manuel Brandão. Em Cucujães, Oliveira de Azeméis também temos a Fundação Manuel Brandão.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Passagens de Manoel da Silva Brandão
"A posse de escravos, as redes de poder e o envolvimento na dinâmica econômica eram características que podem ser visualizadas tanto em militares pertencentes aos corpos irregulares (ordenanças) e auxiliares (milícias) quanto naqueles da tropa regular e paga (dragões). Exemplo de uma trajetória bem sucedida de um militar da tropa paga é o caso do dragão Manoel da Silva Brandão, que chegou ao posto máximo da hierarquia militar (brigadeiro), tornando-se um grande potentado em Bambuí.
Quando foi institucionalizado o Regimento de Cavalaria das Minas Gerais, em 1775, o filho de Minas Manoel da Silva Brandão assentou praça no posto de capitão a comandar a quinta companhia. Em 1782 era comandante do destacamento da serra diamantina de Santo Antônio de Itacambiraçu. Em 1798, obteve a sesmaria da Glória, entre o São Francisco e a Serra da Marcela, com três léguas em quadra. Em 1817, já no posto de coronel, obteve a sesmaria do Urubu, com uma légua quadrada.
Sob as ordens do capitão Manoel da Silva Brandão, estava o tenente de dragões Antônio José de Araújo, comandante do destacamento de Minas Novas. Ele recebeu a determinação do governador da capitania para cobrir o caminho da Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Minas Novas para a Serra de Santo Antônio de Itacambiraçu.
Seu objetivo era facilitar a baldeação de mantimentos de todo o distrito de Minas Novas e impulsionar a agricultura daquela região. O oficial e sua patrulha saíam pela manhã de Minas Novas, pernoitava na passagem do Rio Jequitinhonha e chegava à Serra pelas quatro horas da tarde, após percorrerem cerca de 14 léguas."
( O comércio negro em terras diamantinas, Francis Albert Cotta)
Quando foi institucionalizado o Regimento de Cavalaria das Minas Gerais, em 1775, o filho de Minas Manoel da Silva Brandão assentou praça no posto de capitão a comandar a quinta companhia. Em 1782 era comandante do destacamento da serra diamantina de Santo Antônio de Itacambiraçu. Em 1798, obteve a sesmaria da Glória, entre o São Francisco e a Serra da Marcela, com três léguas em quadra. Em 1817, já no posto de coronel, obteve a sesmaria do Urubu, com uma légua quadrada.
Sob as ordens do capitão Manoel da Silva Brandão, estava o tenente de dragões Antônio José de Araújo, comandante do destacamento de Minas Novas. Ele recebeu a determinação do governador da capitania para cobrir o caminho da Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Minas Novas para a Serra de Santo Antônio de Itacambiraçu.
Seu objetivo era facilitar a baldeação de mantimentos de todo o distrito de Minas Novas e impulsionar a agricultura daquela região. O oficial e sua patrulha saíam pela manhã de Minas Novas, pernoitava na passagem do Rio Jequitinhonha e chegava à Serra pelas quatro horas da tarde, após percorrerem cerca de 14 léguas."
( O comércio negro em terras diamantinas, Francis Albert Cotta)
História de Carmo do Paranaíba - MG
No Vale do Paranaíba, o município tem área de 1504 quilômetros quadrados e a sede fica a 1055 metros de altitude, chegando-se lá também por avião. Além de milho, o forte na sua agricultura, o café vem ocupando espaços, plantados nos chapadões e cerrados. A Rádio integração, Casa da Cultura, Casa do Artesanato, Ponte da Terra Tênis Clube, entre outros, são responsáveis pelo desenvolvimento cultural da comunidade. Dois hospitais, com um total de 72 leitos, integram o setor de saúde. O surgimento do povoado que deu origem ao atual município de Carmo do Paranaíba remonta às primeiras décadas do século XIX. Em 1799, após obter a posse das sesmarias do Indaiá, Francisco Antônio de Morais casa-se com a filha do brigadeiro Manoel da Silva Brandão - possuidor de grandes sesmarias nas proximidades da serra da Marcela - e se estabelece na fazenda Santa Cecília, onde, em 1835 constrói uma capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Ali se desenvolveu o povoado do Arraial Novo do Carmo, elevado à categoria de distrito, em 1846. Incorporado ao município de Santo Antônio dos Patos em 1870. Após seis anos, adquire sua autonomia, recebendo a denominação atual de Carmo do Paranaíba. Na arquitetura religiosa da cidade, sobressaem a capela Santa Cruz e a igreja do Rosário. Carmo do Paranaíba possui atrativos naturais, como o pico do Bongue, a serra do Santinho e o rio Paranaíba, fronteira natural entre o município e outros da região.
História de Tapiraí - MG
Teve seu povoamento iniciado em 1798, quando Carlos José da Silva obteve uma sesmaria na região. Anos depois, ali chegaram José Nunes de Carvalho, Manoel da Silva Brandão e, em 1801, Manoel Dias de Oliveira e Manoel de Freitas Souza, este último tendo recebido uma sesmaria na paragem conhecida como Perdição. Sobre a origem deste nome, conta a história que a bandeira de Bartolomeu Bueno (o Anhangüera) esteve perdida em território mineiro antes de seguir para Goiás. Depois de alguns dias de marcha, desorientado e sem rumo nas matas, encontrou um rio e deu-lhe o nome de rio da Perdição, devido à situação em que se encontrava, e o mesmo foi adotado para toda a região de Tapiraí. Em 1911, foi inaugurada a estação de Perdição, pertencente à antiga estrada de ferro Oeste de Minas e, em torno da mesma, formou-se um povoado com o mesmo nome. Posteriormente, este foi alterado para Tapiraí, de origem indígena, que significa rio das Antas. Em 1948, o povoado passa a distrito, integrante do município de Bambuí. Em 1953, é emancipado.
domingo, 6 de janeiro de 2008
ARTIGO COM MENÇÃO AO MANOEL DA SILVA BRANDÃO
DOIS TAUBATEANOS NA INCONFIDÊNCIA MINEIRA
A Inconfidência Mineira, que se comemora amanhã, 21 de abril, deveria merecer especial festividade na cidade de Taubaté. É que entre os mais importantes personagens desse movimento libertário do final do século 18 estavam dois filhos de Taubaté, o padre Carlos Correia de Toledo e Melo e seu irmão Luiz Vaz de Toledo Piza. Ambos teriam relevante papel militar quando a revolta fosse desencadeada. O valente padre Carlos, vigário da vila de São José del Rei, hoje a cidade de Tiradentes, assumira o encargo de mobilizar e comandar 100 cavaleiros armados, com os quais tomaria toda a região do Rio das Mortes.
Luiz Vaz de Toledo Piza, que era sargento-mor da Cavalaria Auxiliar, comandaria uma tropa que ficaria postada no local conhecido como Registro do Paraibuna, na Serra da Mantiqueira, onde seriam emboscados os soldados portugueses que o vice-rei Dom Luiz de Vasconcelos certamente mandaria do Rio de Janeiro para socorrer o regimento dos Dragões de Minas Gerais, tão logo fosse informado de que os inconfidentes teriam desencadeado a batalha pela tomada do poder ocupado pelo visconde de Barbacena, com o propósito de proclamar a independência da capitania e instalar uma república a ser inicialmente presidida por Tomás Antônio Gonzaga. Da tropa de infantaria de Luiz Vaz, que ele se incumbia de recrutar e organizar, fariam parte inclusive índios aculturados do Litoral Norte paulista, dos quais ele era amigo.
Convém lembrar que Taubaté tem muito a ver com a história de Minas Gerais. Foram bandeirantes saídos da Vila de São Francisco das Chagas de Taubaté que se embrenharam por matas, montes e rios naquela direção, em busca de minérios e pedras preciosas, desde que um deles, Antônio Rodrigues Arzão, descobrira ouro, em 1693, nos sertões de Cuiaté. E foi nessas aventurosas andanças que os desbravadores taubateanos foram fundando as primeiras cidades mineiras.
A mais antiga delas, Mariana, foi fundada pelos bandeirantes Salvador Fernandes Furtado de Mendonça e Miguel Garcia de Almeida, ambos moradores de Taubaté. Também da cidade paulista do Vale do Paraíba partiu o bandeirante Antônio Dias, fundador de Vila Rica, hoje Ouro Preto, que à época da Inconfidência era a maior cidade do Brasil, com cerca de 100 mil habitantes (Salvador tinha 50 mil, o Rio de Janeiro pouco mais de 30 mil, e São Paulo não ia além de 25 mil habitantes). Outro bandeirante de Taubaté, Tomé Portes del Rei, fundou São João del Rei e São José del Rei, essa última sendo hoje, como anteriormente mencionado, a cidade de Tiradentes. Airuoca também foi fundada por um bandeirante taubateano, João de Siqueira Afonso.
Os dois inconfidentes paulistas eram filhos de Timóteo Correia de Toledo, que foi quem erigiu a histórica Capela de Nossa Senhora do Pilar, atual sede do Museu de Arte Sacra no centro de Taubaté. Eram irmãos do bispo Rodovalho, cujo nome era Antônio de Melo Freitas, mas ao tornar-se sacerdote franciscano passou a ser chamado frei Antônio de Santa Úrsula Rodovalho, tornando-se mais tarde bispo em Angola, na África. A importância do padre Carlos Correia de Toledo e Melo na Inconfidência Mineira fica evidente quando se sabe que Tiradentes, ao se sentir desiludido por não encontrar total disposição para a luta entre seus conterrâneos mineiros, declarou ao inconfidente Alvarenga Peixoto que só percebia duas exceções entre os companheiros de conjura, por coincidência dois sacerdotes: "que, tendo falado a muita gente, todos queriam mas nenhum queria resolver a pôr em campo; só os que achara com mais calor foram o vigário da Vila de São José, Carlos Correia de Toledo, e o padre José da Silva e Oliveira Rolim". Os dois padres eram, de fato, os mais valentes e decididos participantes da revolta, dois autênticos guerreiros.
Um aspecto singular na atuação do padre Carlos Correia de Toledo foi a sua disposição de continuar com os planos de luta pela independência mesmo depois da traição de Silvério dos Reis. Com o visconde de Barbacena já sabendo dos planos da revolta e da identidade dos principais conjurados, a quase totalidade dos inconfidentes desistiu da sublevação e passou a tentar se salvar. Convencido, entretanto, de que já não era possível escapar da prisão, o padre Carlos reuniu em sua bela casa em São José del Rei um pequeno grupo de que faziam parte seu irmão Luiz Vaz, Alvarenga Peixoto e Francisco Antônio de Oliveira Lopes. Eles se convenceram de que a revolta precisaria ser desencadeada a qualquer custo, porém não mais em Vila Rica, como planejado, e sim no Arraial do Tijuco (atual Diamantina), que estava sob a responsabilidade do inconfidente padre Rolim, que lá contava com apoio das principais autoridades civis da Intendência dos Diamantes e do próprio comandante da tropa dos Dragões, o capitão Manoel Brandão. É do padre Carlos Correia de Toledo esta frase que testemunha toda a sua valentia: "Mais vale morrer com a espada na mão do que como carrapato na lama".
Infelizmente, porém, o plano desse derradeiro grupo de conjurados também falhou. Mandaram um emissário ao tenente-coronel Freire de Andrada, inconfidente que comandava as tropas dos Dragões em toda a Capitania, pedindo que marchasse para o Arraial do Tijuco e lá se juntasse ao padre Rolim e ao intendente Beltrão para deflagrar a revolta, mas Vitoriano Gonçalves Veloso, um alfaiate de grande resistência física que levava celeremente a mensagem, foi preso no caminho.
Quando se tentou enviar outra vez o apelo para que se desencadeasse do levante, dessa feita levado por um membro do próprio grupo, Francisco Antônio de Oliveira Lopes, o tenente-coronel Freire de Andrada mostrou-se acovardado, procurou dissuadí-lo da luta e o convenceu a denunciar tudo, o que fizeram ambos por escrito. De todo modo, os nomes dos dois taubateanos ficaram na história pela sua disposição, até o fim, de guerrear pela independência. O padre Carlos, por sinal, calculava que a guerra duraria três anos, porque se esperava que ela se espalhasse pelas demais capitanias do país.
As próprias autoridades portuguesas, no processo de julgamento dos inconfidentes, não deixaram dúvida sobre o papel decisivo que caberia aos dois irmãos taubateanos: tanto o padre Carlos Correia de Toledo e Melo quanto Luiz Vaz de Toledo Piza foram condenados à forca, pena reservada apenas aos líderes da sublevação. Ambos tiveram, entretanto, suas condenações comutadas para penas de prisão e exílio. Luiz Vaz foi condenado a degredo perpétuo em Angola, vindo a morrer em Luanda, aos 68 anos de idade. Padre Carlos foi mandado para a prisão em Portugal, onde acabou morrendo aos 72 anos, em 1803. Uma foto da imponente casa na qual ele vivia em São José del Rei figura em meu livro "Entre a Cruz e a Espada".
Jornal Vale Paraibano de 20/04/2003
A Inconfidência Mineira, que se comemora amanhã, 21 de abril, deveria merecer especial festividade na cidade de Taubaté. É que entre os mais importantes personagens desse movimento libertário do final do século 18 estavam dois filhos de Taubaté, o padre Carlos Correia de Toledo e Melo e seu irmão Luiz Vaz de Toledo Piza. Ambos teriam relevante papel militar quando a revolta fosse desencadeada. O valente padre Carlos, vigário da vila de São José del Rei, hoje a cidade de Tiradentes, assumira o encargo de mobilizar e comandar 100 cavaleiros armados, com os quais tomaria toda a região do Rio das Mortes.
Luiz Vaz de Toledo Piza, que era sargento-mor da Cavalaria Auxiliar, comandaria uma tropa que ficaria postada no local conhecido como Registro do Paraibuna, na Serra da Mantiqueira, onde seriam emboscados os soldados portugueses que o vice-rei Dom Luiz de Vasconcelos certamente mandaria do Rio de Janeiro para socorrer o regimento dos Dragões de Minas Gerais, tão logo fosse informado de que os inconfidentes teriam desencadeado a batalha pela tomada do poder ocupado pelo visconde de Barbacena, com o propósito de proclamar a independência da capitania e instalar uma república a ser inicialmente presidida por Tomás Antônio Gonzaga. Da tropa de infantaria de Luiz Vaz, que ele se incumbia de recrutar e organizar, fariam parte inclusive índios aculturados do Litoral Norte paulista, dos quais ele era amigo.
Convém lembrar que Taubaté tem muito a ver com a história de Minas Gerais. Foram bandeirantes saídos da Vila de São Francisco das Chagas de Taubaté que se embrenharam por matas, montes e rios naquela direção, em busca de minérios e pedras preciosas, desde que um deles, Antônio Rodrigues Arzão, descobrira ouro, em 1693, nos sertões de Cuiaté. E foi nessas aventurosas andanças que os desbravadores taubateanos foram fundando as primeiras cidades mineiras.
A mais antiga delas, Mariana, foi fundada pelos bandeirantes Salvador Fernandes Furtado de Mendonça e Miguel Garcia de Almeida, ambos moradores de Taubaté. Também da cidade paulista do Vale do Paraíba partiu o bandeirante Antônio Dias, fundador de Vila Rica, hoje Ouro Preto, que à época da Inconfidência era a maior cidade do Brasil, com cerca de 100 mil habitantes (Salvador tinha 50 mil, o Rio de Janeiro pouco mais de 30 mil, e São Paulo não ia além de 25 mil habitantes). Outro bandeirante de Taubaté, Tomé Portes del Rei, fundou São João del Rei e São José del Rei, essa última sendo hoje, como anteriormente mencionado, a cidade de Tiradentes. Airuoca também foi fundada por um bandeirante taubateano, João de Siqueira Afonso.
Os dois inconfidentes paulistas eram filhos de Timóteo Correia de Toledo, que foi quem erigiu a histórica Capela de Nossa Senhora do Pilar, atual sede do Museu de Arte Sacra no centro de Taubaté. Eram irmãos do bispo Rodovalho, cujo nome era Antônio de Melo Freitas, mas ao tornar-se sacerdote franciscano passou a ser chamado frei Antônio de Santa Úrsula Rodovalho, tornando-se mais tarde bispo em Angola, na África. A importância do padre Carlos Correia de Toledo e Melo na Inconfidência Mineira fica evidente quando se sabe que Tiradentes, ao se sentir desiludido por não encontrar total disposição para a luta entre seus conterrâneos mineiros, declarou ao inconfidente Alvarenga Peixoto que só percebia duas exceções entre os companheiros de conjura, por coincidência dois sacerdotes: "que, tendo falado a muita gente, todos queriam mas nenhum queria resolver a pôr em campo; só os que achara com mais calor foram o vigário da Vila de São José, Carlos Correia de Toledo, e o padre José da Silva e Oliveira Rolim". Os dois padres eram, de fato, os mais valentes e decididos participantes da revolta, dois autênticos guerreiros.
Um aspecto singular na atuação do padre Carlos Correia de Toledo foi a sua disposição de continuar com os planos de luta pela independência mesmo depois da traição de Silvério dos Reis. Com o visconde de Barbacena já sabendo dos planos da revolta e da identidade dos principais conjurados, a quase totalidade dos inconfidentes desistiu da sublevação e passou a tentar se salvar. Convencido, entretanto, de que já não era possível escapar da prisão, o padre Carlos reuniu em sua bela casa em São José del Rei um pequeno grupo de que faziam parte seu irmão Luiz Vaz, Alvarenga Peixoto e Francisco Antônio de Oliveira Lopes. Eles se convenceram de que a revolta precisaria ser desencadeada a qualquer custo, porém não mais em Vila Rica, como planejado, e sim no Arraial do Tijuco (atual Diamantina), que estava sob a responsabilidade do inconfidente padre Rolim, que lá contava com apoio das principais autoridades civis da Intendência dos Diamantes e do próprio comandante da tropa dos Dragões, o capitão Manoel Brandão. É do padre Carlos Correia de Toledo esta frase que testemunha toda a sua valentia: "Mais vale morrer com a espada na mão do que como carrapato na lama".
Infelizmente, porém, o plano desse derradeiro grupo de conjurados também falhou. Mandaram um emissário ao tenente-coronel Freire de Andrada, inconfidente que comandava as tropas dos Dragões em toda a Capitania, pedindo que marchasse para o Arraial do Tijuco e lá se juntasse ao padre Rolim e ao intendente Beltrão para deflagrar a revolta, mas Vitoriano Gonçalves Veloso, um alfaiate de grande resistência física que levava celeremente a mensagem, foi preso no caminho.
Quando se tentou enviar outra vez o apelo para que se desencadeasse do levante, dessa feita levado por um membro do próprio grupo, Francisco Antônio de Oliveira Lopes, o tenente-coronel Freire de Andrada mostrou-se acovardado, procurou dissuadí-lo da luta e o convenceu a denunciar tudo, o que fizeram ambos por escrito. De todo modo, os nomes dos dois taubateanos ficaram na história pela sua disposição, até o fim, de guerrear pela independência. O padre Carlos, por sinal, calculava que a guerra duraria três anos, porque se esperava que ela se espalhasse pelas demais capitanias do país.
As próprias autoridades portuguesas, no processo de julgamento dos inconfidentes, não deixaram dúvida sobre o papel decisivo que caberia aos dois irmãos taubateanos: tanto o padre Carlos Correia de Toledo e Melo quanto Luiz Vaz de Toledo Piza foram condenados à forca, pena reservada apenas aos líderes da sublevação. Ambos tiveram, entretanto, suas condenações comutadas para penas de prisão e exílio. Luiz Vaz foi condenado a degredo perpétuo em Angola, vindo a morrer em Luanda, aos 68 anos de idade. Padre Carlos foi mandado para a prisão em Portugal, onde acabou morrendo aos 72 anos, em 1803. Uma foto da imponente casa na qual ele vivia em São José del Rei figura em meu livro "Entre a Cruz e a Espada".
Jornal Vale Paraibano de 20/04/2003
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