quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Passagens de Manoel da Silva Brandão

"A posse de escravos, as redes de poder e o envolvimento na dinâmica econômica eram características que podem ser visualizadas tanto em militares pertencentes aos corpos irregulares (ordenanças) e auxiliares (milícias) quanto naqueles da tropa regular e paga (dragões). Exemplo de uma trajetória bem sucedida de um militar da tropa paga é o caso do dragão Manoel da Silva Brandão, que chegou ao posto máximo da hierarquia militar (brigadeiro), tornando-se um grande potentado em Bambuí.

Quando foi institucionalizado o Regimento de Cavalaria das Minas Gerais, em 1775, o filho de Minas Manoel da Silva Brandão assentou praça no posto de capitão a comandar a quinta companhia. Em 1782 era comandante do destacamento da serra diamantina de Santo Antônio de Itacambiraçu. Em 1798, obteve a sesmaria da Glória, entre o São Francisco e a Serra da Marcela, com três léguas em quadra. Em 1817, já no posto de coronel, obteve a sesmaria do Urubu, com uma légua quadrada.

Sob as ordens do capitão Manoel da Silva Brandão, estava o tenente de dragões Antônio José de Araújo, comandante do destacamento de Minas Novas. Ele recebeu a determinação do governador da capitania para cobrir o caminho da Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Minas Novas para a Serra de Santo Antônio de Itacambiraçu.

Seu objetivo era facilitar a baldeação de mantimentos de todo o distrito de Minas Novas e impulsionar a agricultura daquela região. O oficial e sua patrulha saíam pela manhã de Minas Novas, pernoitava na passagem do Rio Jequitinhonha e chegava à Serra pelas quatro horas da tarde, após percorrerem cerca de 14 léguas."

( O comércio negro em terras diamantinas, Francis Albert Cotta)

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