terça-feira, 3 de dezembro de 2013

História de antepassados - Inventário de Ignácia Rosa Angélica da Silva, pentavó, esposa de Carlos José da Silva

Anexo inventário de Ignacia Rosa Angélica da Silva, que foi casada com Carlos José da Silva, pais de Thomasia, nossa tetravó. IGNACIA ROSA ANGELICA DA SILVA Inventário CASA DOS CONTOS - Ouro Preto-MG Tipo de Documento: Inventário Ano :1790 Cartório do 2º Ofício Códice Nº 17 - Auto Nº 178 Inventariada: Ignacia Rosa Angélica da Silva Inventariante: Carlos José da Silva Local: Vila Rica de Nossa Senhora do Pillar Transcrito e resumido por Paulo Cezar Ribeiro Luz Ignacia Rosa Angélica da Silva era casada com o Coronel Carlos José da Silva. Filhos: 1 . Mariana Leocádia da Silva ( 20 anos ) 2 . Antonio Luiz Noronha da Silva ( cerca de 13 anos ) 3 . Thomazia Joaquina da Silva ( cerca de 12 anos ) 4 . Maria José Bernardina da Silva ( 10 anos ) 5 . Miguel José da Silva ( 9 anos ) 6 . Constança Cândida Raimunda da Silva ( 5 anos ) 7 . Luiza Angélica da Silva ( 1 ano e meses ) Página 52 Em 15 de novembro de 1791 Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar Capitão-Mor Manoel de Sá Fortes Bustamante Nogueira refere-se a Carlos José da Silva como seu cunhado e sogro. Capitão-Mor Manoel de Sá Fortes Bustamante Nogueira era casado com Mariana Leocádia da Silva. Esta filha de Carlos José da Silva e de Ignacia Rosa Angélica da Silva. Requer a parte que lhe cabe como herdeiro. Página 53 Ano de 1798 Manoel da Silva Brandão casado com Thomazia Joaquina da Silva, requer a parte que lhe cabe como herdeiro.

terça-feira, 7 de abril de 2009

sábado, 4 de abril de 2009

TAPIRAÍ NASCEU COM NOSSO PENTAVÔ CARLOS JOSÉ DA SILVA

Teve seu povoamento iniciado em 1798, quando Carlos José da Silva obteve uma sesmaria na região. Anos depois, ali chegaram José Nunes de Carvalho, Manoel da Silva Brandão e, em 1801, Manoel Dias de Oliveira e Manoel de Freitas Souza, este último tendo recebido uma sesmaria na paragem conhecida como Perdição. Sobre a origem deste nome, conta a história que a bandeira de Bartolomeu Bueno (o Anhangüera) esteve perdida em território mineiro antes de seguir para Goiás. Depois de alguns dias de marcha, desorientado e sem rumo nas matas, encontrou um rio e deu-lhe o nome de rio da Perdição, devido à situação em que se encontrava, e o mesmo foi adotado para toda a região de Tapiraí. Em 1911, foi inaugurada a estação de Perdição, pertencente à antiga estrada de ferro Oeste de Minas e, em torno da mesma, formou-se um povoado com o mesmo nome. Posteriormente, este foi alterado para Tapiraí, de origem indígena, que significa rio das Antas. Em 1948, o povoado passa a distrito, integrante do município de Bambuí. Em 1953, é emancipado.

Fonte: Secretaria da Cultura em 01/10/1999
(http://www.almg.gov.br/munmg/m68200.asp)

BRANDÃO E CARMO DO PARANAÍBA EM MG

Carmo do Paranaíba, ao contrário de muitas cidades de Minas, não nasceu propriamente do Ouro. Não foi região de garimpagem. Entretanto, indiretamente, o lugar originou-se da estrada das bandeiras, a famosa Picada de Goiás.

Não foram poucas as vilas que nasceram no caminho dos Bandeirantes. No desbravamento das matas, na procura do ouro, os paulistas iam criando núcleos de povoamento no roteiro de suas aventuras.

Não longe, o diamante do Abaeté.

Mais distante um pouco, a garimpagem do Paracatu.

No rumo do Oeste, no desdobramento dos chapadões imensos, a fascinação de Goiás, que no século XVIII, atingiu o apogeu do poderio econômico.

Mas não foi apenas o fator riqueza que criou a civilização mineira.

Também o elemento religioso...

Unidos o poder espiritual e político, a influência da Igreja na organização do Brasil foi preponderante. Por isso mesmo, a história religiosa e a história civil confundem-se quase sempre nos mesmos acontecimentos.

Carmo do Paranaíba nasceu de uma capela.

Era nos princípios do século XIX, quando o Brasil mal dava os primeiros passos como nação independente.

A febre do ouro tinha passado, com todas as aventuras. Goiás estava em decadência. Pouca gente ia para o interior em busca de riquezas. A mineração diminuía sensivelmente.

As populações rurais, estabelecidas nas fazendas, geralmente sob o regime do colonato, prosperavam. Era o ciclo agrário que sucedia ao ciclo do ouro. Agora é a fazenda o centro da organização social do país. O latifúndio. O senhor feudal. O colono, espécie de servo. O pastoreio. A plantação.

Com os bandeirantes, tinham fugido para os sertões remotos os índios ferozes. O problema era a posse de terras, constante motivo de brigas nas zonas rurais.

Dois nomes surgiram com destaque na região: Francisco Antônio de Morais e Elias de Deus Vieira.

Não foram, certamente, os primeiros povoadores, mas foram os que ali se estabeleceram com ânimo definitivo, organizando-se economicamente e fundando o arraial.

Casado, em Bambuí, com Dona Michelina Angélica da Silva, filha do brigadeiro Manuel da Silva Brandão, Francisco Antônio de Morais, natural de Ouro Preto, veio residir na Fazenda da Marcela, freguesia de Aterrado.

Alguns anos depois, Francisco transfere residência para um local da capelania de São Francisco das Chagas de Campo Grande (atual Rio Paranaíba), onde fundou a fazenda de Santa Cecília.

Francisco e Elias tornaram-se amigos, e decidiram construir uma capela. A construção durou dois anos. A partir daí surge o Arraial, que passou a ser denominado “Arraial Novo de Nossa Senhora do Carmo da Ponte de Terra”

Carmo progride. Aumenta a população em torno da igreja. A topografia plana favorece a construção do arraial. Novos templos vão surgindo. Água não faltava, com os córregos do Tabuão e do Lava-pés bem perto. Evidentemente, Carmo tinha de tornar-se, também, uma unidade política autônoma.

Em 1846, tornou-se distrito, com a denominação de Nossa Senhora do Carmo.

Em 1876 tornou-se vila.

Por fim, em 4 de outubro de 1887, Carmo é elevada à categoria de cidade. Concretiza-se, desse modo, a autonomia administrativa.



Trecho extraído do livro "História de Carmo do Paranaíba"

Silveira Neto, 1956

(http://www.carmodoparanaiba.mg.gov.br/historia.htm)

Brandões em Pirenópolis - GO

PASTIM


Abacaxis ( entre Bambuí e Luz)

Bambuí- 1963 Primeira Comunhão

Bambuí - 1962


Timaço
Em pe: Geraldinho, Lázaro ( Lazico), Almir, Ananias, Fernando e José
Agachados: Geraldo Ribite, Hélio, Bolinha e Afrânio

terça-feira, 24 de março de 2009

TERRAS NA REGIÃO DE BAMBUÍ

Conforme o livro Campos em Disputa – História Agrária e Companhia, de Elione Silva Guimarães e Marcia Maria Mendes Motta, transcrevemos trecho da página 176:

“O maior proprietário de terras da região, de acordo com a relação, era o coronel Manoel da Silva Brandão, com seis glebas dispersas que somavam onze léguas, tendo, ao todo, 17.500 braças de testadas por 23.500 de fundos, o que pode ser transformado em nada menos do que 199.045 hectares de terra. A seguir vinha o capitão-mor João Quintino com 13.500 braças de testadas por 12.000 de fundos, equivalentes a 78.408 hectares e, por fim, os herdeiros de Maria José Rodrigues da Costa, da Fazenda São Miguel e Almas, de seis léguas, com 12.000 braças em quadra, ou, 69.696 hectares. É desnecessário lembrar que os tamanhos dessas posses deveriam ser superiores a essas medidas.”

Convertendo as terras do Manoel em quilômetros quadrados daria uns 43,5 km x 43,5 km, para se ter uma idéia. Para uma época em que o Brasil se resumia á poucos lugares conhecidos e desbravados, dá pra se ter uma idéia.

segunda-feira, 23 de março de 2009

GAZETA DO RIO DE JANEIRO - 1809

Nas cópias abaixo da Gazeta Extraordinária do Rio de Janeiro, de 24 de fevereiro de 1809, podem ser encontradas as publicações da promoção de nosso tetravô Manoel da Silva Brandão á Coronel do Regimento de Infantaria de Milícias dos Sertões de Bombuhy ( Bambuí) da Capitania de Minas Gerais, bem como a reforma na patente de Coronel do nosso Pentavô Carlos José da Silva, que era Coronel do Primeiro Regimento de Cavalaria de Milícias da Comarca de Vila Rica.




Irmão de Carlos José da Silva


Nasceu em Ouro Preto e veio para Uberaba, em 1815, permanecendo, até 1855, no cargo de Vigário. Tio e educador dos escritores Bernardo Guimarães e Manuel Joaquim da Silva Guimarães, atribui-se a ele o fato de ser o primeiro a escrever e publicar poemas na região. Primeiro vigário de Uberaba, provavelmente foi também o primeiro historiador da cidade, mas seus registros – de próprio punho – não existem mais. Era irmão do Coronel Carlos José da Silva, conhecido político do partido Conservador. Por alvará de Dom João VI e, como vigário encomendado até 1825 e vigário colado, até 1855, administrou a Igreja construída por requerimento do sargento-mor Antônio Eustáquio de Oliveira e Silva.
Durante sua gestão, as relações comerciais entre Uberaba, a corte (Rio de Janeiro), o Porto de Santos e as regiões de Goiás e Mato Grosso foram implementadas a partir da redução da distância entre Uberaba e Franca, por meio da abertura de um novo caminho em direção ao Estado de São Paulo, partindo do Porto de Ponte Alta e atravessando o Rio Grande. Em seu mandato foram inauguradas a Igreja do Rosário (1842), a primeira escola pública feminina de ensino primário (1853) e a Igreja Santa Rita (1854).
Trecho de um soneto de sua autoria:

"Ou cedo, ou tarde cumpre que o vivente,
O seu tributo pague à natureza:
Existe o homem, qual a tocha acesa,
Que apaga ao leve sopro, de repente..."

Fonte: Arquivo Público de Uberaba

sábado, 21 de março de 2009

SESMARIA PERTO DO RIO SÃO FRANCISCO





















Esta imagem é do requerimento de uma sesmaria, feito pelo então Capitão Manoel da Silva Brandão. Com certeza foi a iniciativa que fez com que os seus descendentes nacessem naquela região, á margem esquerda do Rio São Francisco até a Serra da Marcela. Foi conseguida no Arquivo Público Mineiro e é cópia fiel do original assinado em novembro de 1798. Quem quiser uma cópia digitalizada é só clicar na imagem. Atribuo a este documento como o mais importante desse blog.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

UM BRANDÃO NA INCONFIDÊNCIA MINEIRA

Em viagem á Curitiba/PR, em frente ao hotel onde estava hospedado encontrei no sebo Fígaro o livro A Inconfidência Mineira - Uma Síntese Factual de Márcio Jardim ( Biblioteca do Exército Editora). Nas páginas 56 e 57 encontrei a seguinte referência literal sobre os Inconfidentes: " Manoel da Silva Brandão servia no Regimento de Vila Rica, comandado por Francisco de Paula Freire de Andrada, era amigo íntimo do Alferes Xavier e, igualmente, nascido em Minas Gerais. Era, também, figura militar chave na conspiração, pois no mês de março de 1789 fora nomeado Comandante do Destacamento Diamantino, sediado na Vila do Tejuco, norte de Minas, caminho da Bahia. É repetitivamente citado no processo como participante das reuniões conspiratórias decisivas, tanto na casa de Francisco de Paula Freire de Andrada como na de Domingos de Abreu Vieira, e só teria escapado à prisão pelas mesmas razões que conseguiram dela furtar seu colega Maximiano de Oliveira Leite: estar fora de Vila Rica no início da Devassa e não ter havido investigação aprofundada sobre todos os envolvidos, especialmente militares - e não por ter sido protegido como já se disse. Joaquim Silvério, em adição à denúncia, escrita a 10 de fevereiro de 1790, disse que Tiradentes havia escrito ao Capitão Brandão convidando-o e que este respondera:" Que ainda doente, está pronto para tudo".

Ao fazer relatório ao Vice-Rei, o devassante Desembargador José Pedro Machado Coelho Torres apoantou-o como réu, mas que ainda não fora preso; nunca o seria. Em Diamantina, o Capitão Brandão continuara os encontros conspiratórios - iniciados em Vila Rica -com o Padre Rolim e seus familiares, mesmo depois do início da Devassa, fazendo-o secretamente, alta madrugada. Num encontro entre o irmão do Padre Rolim e o Capitão Brandão, o Cadete Lourenço Orsini surge repentinamente e tenciona prender o visitante ( devido à ordem de prisão dos suspeitos); o Capitão reprime-o. Essas atitudes não passaram despercebidas pelos devassantes, durante os interrogatórios do Padre e de seus irmãos.

Ao serem iniciadas as prisões, o Governador - que ainda não o tinha como suspeito - encarrega-o de, como comandante do Destacamento Diamantino, prender o Padre José da Silva de Oliveira Rolim. O Capitão Brandão esquiva-se de modo suspeito dessa incumbência; deixa, praticamente, o Padre Rolim escapar, o que não passou despercebido ao seu comandado Tenente Fernando de Vasconcelos, não-revolucioinário, e que delata-o ao Governador. Este manda outro perseguir o Padre, intimando o Capitão a apresentar-se em Vila Rica, quando o prende. Tempos depois , solta-o e não o incomoda mais, embora o tenha considerado "muito suspeito", " com seu efetivo" incluído."

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

COLÉGIO ANTERO TORRES - BAMBUÍ

Primeira escola do Fernando, Hélio e Afrânio. A primeira professora do último se chamava Mercês.

ROLA MOÇA

Esta foi a primeira residência em Bambuí de Juca e Salomé com seus filhos, Fernando, Hélio e Afrânio.

PASTIM - ANTIGA FAZENDA/RESIDÊNCIA DO VÔ NICO

Aqui cresceram Juca, Maria, Francisca, Lourdes, Elza, Antônio, Waldemar e Gesa na sua infância e juventude.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

CASAMENTO DO ZÉ LUIS - PATOS DE MINAS - MINAS - 20/12/08


Pela ordem: Afrânio, Fernando, Carlos, Hélio, Lucia, Zé Luis, Tânia, Sílvia e Beatriz, e os pequenos Sofia, João e Luis Guilherme, todos Brandão.

sábado, 1 de novembro de 2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

VILA DE CAMPANHA DA PRINCESA


Em 1807 falecia João Rodrigues de Macedo, contratador de enorme influência nas Minas Gerais. Não deixando descendência, coube ao Comandante do Destacamento de Vila de Campanha da Princesa José da Silva Brandão, mandar uma patrulha para guardar os bens do falecido, e permitir a justiça que definisse o destino dos mesmos.

Para quem não sabe João Rodrigues de Macedo foi quem construiu como residência para si a casa onde hoje se denomina Casa dos Contos. Era próximo de vários Inconfidentes tipo Inácio José de Alvarenga Peixoto, Cláudio Manoel da Costa, Vicente Vieira da Mota ( seu contador e guarda-livros), inclusive Tiradentes.

Abaixo a transcrição de ofício do Comandante Brandão á Vossa Alteza Real:

" Participo a V.A.R. q o dito Joáo Rodrigues de Macedo falesceu da Vida presente hontem q se contarão 6 do corrente mez, deixando por seus testamenteiros, em primeiro lugar ao Doutor João de Araujo de Oliveira, em Segundo, terceiro, e Quarto lugar aos Seus Sobrinhos Antonio Joze Fernandes de Macedo, o Capitão Jeronimo Fernandes de Macedo, e Antonio Joaquim Rodrigues de Macedo para cuja Caza e Lavras do mesmo falescido e devedor, despachei logo uma Guarda Militar deste Destacamento, não só para as vigiar, assestir às apurações q se continuão a fazer; mas também para auxiliar qualquer deligencia da Justiça, q houver de se proceder; para o q requeri ao Doutor Juiz de Fora deste Termo, q em quanto a Junta da Administração da Fazenda de V.A.R. não determinasse outras providencias, mandasse elle pôr em Segurança todos os bens do referido falescido; e eu sigo já a examinar o estado, em q ficão as sobreditas Lavras e mais bens respectivos, para poder dar a V.A.Rel huma exacta informação, sendo perciza, para me determinar o que for servido.
No entanto, porem, V.A.R. se digne ordenar quem hade responder pela Administração da dita Fabrica da Mineração do ouro, e da Cultura, e pelas despezas, q são indespensaveis para o Costeio da mesma; e o que devo praticar daqui em diante a respeito da Cobrança das terças partes, de q estou encarregado, para prontamente o executar, como fiel Vassallo de V.A.R."

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA XXIV SIMPÓSIO

"Baldado nosso esforço, cotejando nome a nome as duas relações, para nossa surpresa, entre os 633 indivíduos listados em 1818, só nos foi possível localizar sete dos entrantes de 1769: o capitão Julião Álvares de Mendonça, o Pe. Inácio Correia Pamplona, filho do Mestre-de-Campo, o capitão Manoel da Silva Brandão, Antônio José Bastos, José da Silva de Queirós, João Teixeira Camargos e Luís Antônio da Silva Vilella Moço.

Além desses, buscando pelos sobrenomes, oito proprietários seriam prováveis filhos dos que requisitaram sesmarias em 1769. Não nos foi possível ir além desse limitado número no momento. Apenas uma pesquisa detalhada em outras fontes cartoriais – batismos, casamentos, óbitos, inventários e testamentos – poderia nos dar a certeza de que muitos outros dos nossos fazendeiros do inquérito de 1818 seriam descendentes diretos daqueles que ocuparam a região no último quartel do século XVIII. Como veremos a seguir, a maioria dos proprietários informou, em 1818, que adquirira a terra por compra, o que pode sinalizar que as propriedades mudaram das mãos dos pioneiros para as de forasteiros adventícios.

Confira, sobretudo, o capítulo VII “As aparências do poder: a paz no feudo”, p. 253 a 265. Veja também p. 183 a 186.

O Capitão-Mor João Quintino de Oliveira que era o responsável pelas informações e assinou a lista, apareceu como o segundo declarante. Declarava ser proprietário de três grandes propriedades: uma com três léguas de terra, sendo 4.500 braças de testadas e 3.000 de fundos, próxima de Tamanduá, outra, da Barra, adquirida por sesmaria e compra, no distrito de São Roque da Serra da Canastra, com três léguas, sendo 4.500 braças de testadas e 4.500 de fundos e a Babilônia, com duas léguas e meia, tendo de testadas 4.500 braças e de fundos a mesma medida, no distrito de Nossa Senhora da Luz da Confusão de Pium-hi. Declarava ainda possuir cinqüenta e quatro cativos – um dos maiores plantéis da região –, que morava na fazenda Cachoeirinha, adquirida por compra. Dizia que cultivava as três fazendas, só que na Barra e na Babilônia ele só possuía 12 escravos para cuidar das cinco léguas e meia de terra. Ele, como qualquer outro declarante, poderia estar omitindo informações que pudessem sobrecarregá-lo de impostos ou que levantassem suspeitas sobre a legitimidade de suas posses. Ao mesmo tempo, para legitimar essas posses, informava que elas eram cultivadas e foram compradas. Saint-Hilaire, ao passar pela região em 1819, conheceu o Capitão-Mor, sua riqueza e seu modo de vida modesto. Além disso, colocou em dúvida a informação do tamanho da fazenda que João Quintino declarara. Segundo o viajante, “a propriedade de Cachoeirinha, situada um pouco antes de Tamanduá, tem três léguas de comprimento por duas de largura.” (2004: 74-75)

Os maiores proprietários de terras da região, de acordo com a Relação, eram o Coronel Manoel da Silva Brandão, com seis glebas dispersas que somavam onze léguas, tendo, ao todo, 17.500 braças de testadas por 23.500 braças de fundos, o que pode ser transformado em nada menos do que 199.045 hectares de terra. A seguir vinha o Capitão-Mor João Quintino com 13.500 braças de testadas por 12.000 de fundos, equivalentes a 78.408 hectares e, por fim, os herdeiros de Maria José Rodrigues da Costa, da fazenda São Miguel e Almas, de seis léguas, com 12.000 braças em quadra, ou, 69.696 hectares. É desnecessário lembrar que os tamanhos dessas posses deveriam ser superiores a essas medidas. Segundo Márcia Motta, “a Coroa também não podia ignorar que muitos sesmeiros ocupavam grandes extensões de terras através do apossamento das terras limítrofes a suas sesmarias ou mesmo de outras áreas, distantes espacialmente das suas concessões. Ou seja, em muitas ocasiões, o posseiro e o sesmeiro podiam se confundir numa única pessoa” (MOTTA, 1998:122).

Na Relação de 1818, dezessete fazendeiros declararam abertamente que o título de suas terras era “posse”, e um deles, Antônio da Silva Rocha, apossou-se de duas léguas de terra na paragem da Perdição, no distrito da Freguesia de Bambuí. Outros sete associaram, cada um, aos seus títulos de sesmaria, compra e herança um outro de posse pura e simples. O curioso é que dos dezessete casos envolvendo exclusivamente a posse, dez eram de fazendas grandes, com meia légua ou mais e sete eram pequenos posseiros. Isto vem confirmar a opinião de Márcia Motta ao acreditar “que o processo de ocupação de terras pelo apossamento praticado pelos fazendeiros permitia que outros agentes sociais reconhecessem o seu direito à ocupação também pelo sistema de apossamento. Seria, utilizando a terminologia de Bourdieu, um ‘direito vivido’.” (MOTTA, 1998:122)

Com que intenção o Capitão-Mor informou em seu mapa que o Coronel Manoel da Silva Brandão não estava cultivando duas de suas grandes fazendas? Eles não eram vizinhos nas confrontações. Teriam os dois maiores proprietários divergências e conflitos de interesses que teriam levado um deles a expor a situação reprovável do outro aos olhos das autoridades que ordenaram o cadastramento?

Dos os 633 fazendeiros, somente quatro afirmaram – ou João Quintino afirmou por eles – não estar cultivando suas terras. É possível suspeitar que muitos dos outros estariam prestando informações falsas. Mesmo sabendo que diversas propriedades eram cultivadas com o braço livre, às vezes com famílias numerosas, o maior peso do trabalho estaria nas mãos dos cativos (SAINT-HILAIRE, 2004:75). Seria também por esta razão que a Relação pedia que se informasse a posse de escravos? Cruzando o número de cativos com as extensões das áreas declaradas, encontramos uma quantidade considerável de propriedades de tamanho nada desprezível com nenhum ou com um único escravo. Antes de partirmos para a análise de outros dados da Relação, convém compreender um pouco o complicado sistema de agrimensura das datas de terra.

Uma légua em quadra de sesmaria (3.000 braças de testada por 3.000 de fundos) corresponderia a 4.356 ha. Porém, nem sempre as sesmarias eram medidas em quadra e, por exemplo, meia légua poderia não ser 1.500 braças em quadra (1.089 ha) e sim, 750 x 750 (272,25 ha), 750 x 500 (181,50 ha), 675 x 500 (163,35 ha), 1.125 x 1.125 (612,56 ha) ou outras variações. Por outro lado, é quase certo que não havia essas precisões de medidas, sobretudo nos lugares em que existiam terras devolutas. Trata-se de uma realidade muito diferente da encontrada por Giovanni Levi no Piemonte. Lá, onde cada metro quadrado era disputado, a medida básica eram as giornate, que não passavam de 3.300 m², ou até mesmo as tavole, muito menores ainda (LEVI, 2000:95, 141-142). Mas aqui também, lado a lado com os latifúndios, existiam – e ainda hoje existem – aqueles que sobreviviam, ou vegetavam, sobre litros ou quartas de terra (MOTTA, 2005:289-290)."

Trecho do ensaio de Francisco Eduardo Pinto, de nome " As Sesmarias da Comarca do Rio das Mortes nas nascentes do São Francisco"

Curiosidades sobre Ruas e localidades

Em Goiânia existe uma rua de nome Major Manoel da Silva Brandão, no Setor Veiga Jardim 3. Em Contagem e Uberaba,cada cidade com sua Rua Manoel Brandão. No Município da Campo Grande no Mato Grosso do Sul, temos a Estação Férrea Manoel Brandão. Em Oliveira de Azeméis, Portugal, temos também a Rua Manuel Brandão. Em Cucujães, Oliveira de Azeméis também temos a Fundação Manuel Brandão.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Passagens de Manoel da Silva Brandão

"A posse de escravos, as redes de poder e o envolvimento na dinâmica econômica eram características que podem ser visualizadas tanto em militares pertencentes aos corpos irregulares (ordenanças) e auxiliares (milícias) quanto naqueles da tropa regular e paga (dragões). Exemplo de uma trajetória bem sucedida de um militar da tropa paga é o caso do dragão Manoel da Silva Brandão, que chegou ao posto máximo da hierarquia militar (brigadeiro), tornando-se um grande potentado em Bambuí.

Quando foi institucionalizado o Regimento de Cavalaria das Minas Gerais, em 1775, o filho de Minas Manoel da Silva Brandão assentou praça no posto de capitão a comandar a quinta companhia. Em 1782 era comandante do destacamento da serra diamantina de Santo Antônio de Itacambiraçu. Em 1798, obteve a sesmaria da Glória, entre o São Francisco e a Serra da Marcela, com três léguas em quadra. Em 1817, já no posto de coronel, obteve a sesmaria do Urubu, com uma légua quadrada.

Sob as ordens do capitão Manoel da Silva Brandão, estava o tenente de dragões Antônio José de Araújo, comandante do destacamento de Minas Novas. Ele recebeu a determinação do governador da capitania para cobrir o caminho da Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Minas Novas para a Serra de Santo Antônio de Itacambiraçu.

Seu objetivo era facilitar a baldeação de mantimentos de todo o distrito de Minas Novas e impulsionar a agricultura daquela região. O oficial e sua patrulha saíam pela manhã de Minas Novas, pernoitava na passagem do Rio Jequitinhonha e chegava à Serra pelas quatro horas da tarde, após percorrerem cerca de 14 léguas."

( O comércio negro em terras diamantinas, Francis Albert Cotta)

História de Carmo do Paranaíba - MG

No Vale do Paranaíba, o município tem área de 1504 quilômetros quadrados e a sede fica a 1055 metros de altitude, chegando-se lá também por avião. Além de milho, o forte na sua agricultura, o café vem ocupando espaços, plantados nos chapadões e cerrados. A Rádio integração, Casa da Cultura, Casa do Artesanato, Ponte da Terra Tênis Clube, entre outros, são responsáveis pelo desenvolvimento cultural da comunidade. Dois hospitais, com um total de 72 leitos, integram o setor de saúde. O surgimento do povoado que deu origem ao atual município de Carmo do Paranaíba remonta às primeiras décadas do século XIX. Em 1799, após obter a posse das sesmarias do Indaiá, Francisco Antônio de Morais casa-se com a filha do brigadeiro Manoel da Silva Brandão - possuidor de grandes sesmarias nas proximidades da serra da Marcela - e se estabelece na fazenda Santa Cecília, onde, em 1835 constrói uma capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Ali se desenvolveu o povoado do Arraial Novo do Carmo, elevado à categoria de distrito, em 1846. Incorporado ao município de Santo Antônio dos Patos em 1870. Após seis anos, adquire sua autonomia, recebendo a denominação atual de Carmo do Paranaíba. Na arquitetura religiosa da cidade, sobressaem a capela Santa Cruz e a igreja do Rosário. Carmo do Paranaíba possui atrativos naturais, como o pico do Bongue, a serra do Santinho e o rio Paranaíba, fronteira natural entre o município e outros da região.

História de Tapiraí - MG

Teve seu povoamento iniciado em 1798, quando Carlos José da Silva obteve uma sesmaria na região. Anos depois, ali chegaram José Nunes de Carvalho, Manoel da Silva Brandão e, em 1801, Manoel Dias de Oliveira e Manoel de Freitas Souza, este último tendo recebido uma sesmaria na paragem conhecida como Perdição. Sobre a origem deste nome, conta a história que a bandeira de Bartolomeu Bueno (o Anhangüera) esteve perdida em território mineiro antes de seguir para Goiás. Depois de alguns dias de marcha, desorientado e sem rumo nas matas, encontrou um rio e deu-lhe o nome de rio da Perdição, devido à situação em que se encontrava, e o mesmo foi adotado para toda a região de Tapiraí. Em 1911, foi inaugurada a estação de Perdição, pertencente à antiga estrada de ferro Oeste de Minas e, em torno da mesma, formou-se um povoado com o mesmo nome. Posteriormente, este foi alterado para Tapiraí, de origem indígena, que significa rio das Antas. Em 1948, o povoado passa a distrito, integrante do município de Bambuí. Em 1953, é emancipado.

domingo, 6 de janeiro de 2008

ARTIGO COM MENÇÃO AO MANOEL DA SILVA BRANDÃO

DOIS TAUBATEANOS NA INCONFIDÊNCIA MINEIRA

A Inconfidência Mineira, que se comemora amanhã, 21 de abril, deveria merecer especial festividade na cidade de Taubaté. É que entre os mais importantes personagens desse movimento libertário do final do século 18 estavam dois filhos de Taubaté, o padre Carlos Correia de Toledo e Melo e seu irmão Luiz Vaz de Toledo Piza. Ambos teriam relevante papel militar quando a revolta fosse desencadeada. O valente padre Carlos, vigário da vila de São José del Rei, hoje a cidade de Tiradentes, assumira o encargo de mobilizar e comandar 100 cavaleiros armados, com os quais tomaria toda a região do Rio das Mortes.

Luiz Vaz de Toledo Piza, que era sargento-mor da Cavalaria Auxiliar, comandaria uma tropa que ficaria postada no local conhecido como Registro do Paraibuna, na Serra da Mantiqueira, onde seriam emboscados os soldados portugueses que o vice-rei Dom Luiz de Vasconcelos certamente mandaria do Rio de Janeiro para socorrer o regimento dos Dragões de Minas Gerais, tão logo fosse informado de que os inconfidentes teriam desencadeado a batalha pela tomada do poder ocupado pelo visconde de Barbacena, com o propósito de proclamar a independência da capitania e instalar uma república a ser inicialmente presidida por Tomás Antônio Gonzaga. Da tropa de infantaria de Luiz Vaz, que ele se incumbia de recrutar e organizar, fariam parte inclusive índios aculturados do Litoral Norte paulista, dos quais ele era amigo.

Convém lembrar que Taubaté tem muito a ver com a história de Minas Gerais. Foram bandeirantes saídos da Vila de São Francisco das Chagas de Taubaté que se embrenharam por matas, montes e rios naquela direção, em busca de minérios e pedras preciosas, desde que um deles, Antônio Rodrigues Arzão, descobrira ouro, em 1693, nos sertões de Cuiaté. E foi nessas aventurosas andanças que os desbravadores taubateanos foram fundando as primeiras cidades mineiras.

A mais antiga delas, Mariana, foi fundada pelos bandeirantes Salvador Fernandes Furtado de Mendonça e Miguel Garcia de Almeida, ambos moradores de Taubaté. Também da cidade paulista do Vale do Paraíba partiu o bandeirante Antônio Dias, fundador de Vila Rica, hoje Ouro Preto, que à época da Inconfidência era a maior cidade do Brasil, com cerca de 100 mil habitantes (Salvador tinha 50 mil, o Rio de Janeiro pouco mais de 30 mil, e São Paulo não ia além de 25 mil habitantes). Outro bandeirante de Taubaté, Tomé Portes del Rei, fundou São João del Rei e São José del Rei, essa última sendo hoje, como anteriormente mencionado, a cidade de Tiradentes. Airuoca também foi fundada por um bandeirante taubateano, João de Siqueira Afonso.

Os dois inconfidentes paulistas eram filhos de Timóteo Correia de Toledo, que foi quem erigiu a histórica Capela de Nossa Senhora do Pilar, atual sede do Museu de Arte Sacra no centro de Taubaté. Eram irmãos do bispo Rodovalho, cujo nome era Antônio de Melo Freitas, mas ao tornar-se sacerdote franciscano passou a ser chamado frei Antônio de Santa Úrsula Rodovalho, tornando-se mais tarde bispo em Angola, na África. A importância do padre Carlos Correia de Toledo e Melo na Inconfidência Mineira fica evidente quando se sabe que Tiradentes, ao se sentir desiludido por não encontrar total disposição para a luta entre seus conterrâneos mineiros, declarou ao inconfidente Alvarenga Peixoto que só percebia duas exceções entre os companheiros de conjura, por coincidência dois sacerdotes: "que, tendo falado a muita gente, todos queriam mas nenhum queria resolver a pôr em campo; só os que achara com mais calor foram o vigário da Vila de São José, Carlos Correia de Toledo, e o padre José da Silva e Oliveira Rolim". Os dois padres eram, de fato, os mais valentes e decididos participantes da revolta, dois autênticos guerreiros.

Um aspecto singular na atuação do padre Carlos Correia de Toledo foi a sua disposição de continuar com os planos de luta pela independência mesmo depois da traição de Silvério dos Reis. Com o visconde de Barbacena já sabendo dos planos da revolta e da identidade dos principais conjurados, a quase totalidade dos inconfidentes desistiu da sublevação e passou a tentar se salvar. Convencido, entretanto, de que já não era possível escapar da prisão, o padre Carlos reuniu em sua bela casa em São José del Rei um pequeno grupo de que faziam parte seu irmão Luiz Vaz, Alvarenga Peixoto e Francisco Antônio de Oliveira Lopes. Eles se convenceram de que a revolta precisaria ser desencadeada a qualquer custo, porém não mais em Vila Rica, como planejado, e sim no Arraial do Tijuco (atual Diamantina), que estava sob a responsabilidade do inconfidente padre Rolim, que lá contava com apoio das principais autoridades civis da Intendência dos Diamantes e do próprio comandante da tropa dos Dragões, o capitão Manoel Brandão. É do padre Carlos Correia de Toledo esta frase que testemunha toda a sua valentia: "Mais vale morrer com a espada na mão do que como carrapato na lama".

Infelizmente, porém, o plano desse derradeiro grupo de conjurados também falhou. Mandaram um emissário ao tenente-coronel Freire de Andrada, inconfidente que comandava as tropas dos Dragões em toda a Capitania, pedindo que marchasse para o Arraial do Tijuco e lá se juntasse ao padre Rolim e ao intendente Beltrão para deflagrar a revolta, mas Vitoriano Gonçalves Veloso, um alfaiate de grande resistência física que levava celeremente a mensagem, foi preso no caminho.

Quando se tentou enviar outra vez o apelo para que se desencadeasse do levante, dessa feita levado por um membro do próprio grupo, Francisco Antônio de Oliveira Lopes, o tenente-coronel Freire de Andrada mostrou-se acovardado, procurou dissuadí-lo da luta e o convenceu a denunciar tudo, o que fizeram ambos por escrito. De todo modo, os nomes dos dois taubateanos ficaram na história pela sua disposição, até o fim, de guerrear pela independência. O padre Carlos, por sinal, calculava que a guerra duraria três anos, porque se esperava que ela se espalhasse pelas demais capitanias do país.

As próprias autoridades portuguesas, no processo de julgamento dos inconfidentes, não deixaram dúvida sobre o papel decisivo que caberia aos dois irmãos taubateanos: tanto o padre Carlos Correia de Toledo e Melo quanto Luiz Vaz de Toledo Piza foram condenados à forca, pena reservada apenas aos líderes da sublevação. Ambos tiveram, entretanto, suas condenações comutadas para penas de prisão e exílio. Luiz Vaz foi condenado a degredo perpétuo em Angola, vindo a morrer em Luanda, aos 68 anos de idade. Padre Carlos foi mandado para a prisão em Portugal, onde acabou morrendo aos 72 anos, em 1803. Uma foto da imponente casa na qual ele vivia em São José del Rei figura em meu livro "Entre a Cruz e a Espada".

Jornal Vale Paraibano de 20/04/2003

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

ANDRÉ HENRIQUE DA SILVA BRANDÃO

Nasceu em 1690 em São Miguel de Oliveira de Azeméis, Aveiro, Portugal, casou-se em 1714 com Isabel Soares da Silva, nascida em 1694 na mesma localidade, tiveram os seguintes filhos:

João da Silva Brandão, nascido em 1716;
Antônio da SIlva Brandão, nascido em 1718;
Ana da Silva Brandão, nascida em 1720;
Maria Teresa de Jesus, nascida em 1722;
Antônia da Silva Brandão, nascida em 1724.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

MAIS UM FILHO DE JOÃO DA SILVA BRANDÃO

Dr. JOAQUIM JOSÉ da Silva Brandão
1Igreja Católica, N.Sra. da Assunção, Mariana-MG, Catedral de Mariana, Arquidiocese de Mariana, Certidão de Casamento(Transcrição) de Joaquim José da Silva Brandam e Izabel Roza Angélica de Jezus, Fls.140(135) e 140v(135v) do Livro de Casamentos dos anos de 1788-1807. O noivo nascido e batisado na Freguezia de Sam Caetano, e a noiva nascida, batisada e moradora na Freguezia da Cathedral. Pais do noivo: Sarg.-Mor Joam da Silva Brandam e D.Antonia Maria de Oliveira. Pais da noiva: Jozé Affonseca Cabeça e de D.Valerianna Angélica da Silva. Testemunhas: Dr.Ouvidor Antonio Ramos da Silva Ribeiro(?) e outras. Despacho do Provizor e Vigário geral, Governador do Bispado, Quintiliano Alves Teixeira Jardim. Padre: Chantre da Cathedral Francisco Pereira de Santa Apolonia. Vigário: Manoel Preto Rodrigues.
2Igreja Católica Nossa Senhora da Assunção de Mariana-MG, Arquidiocese de Mariana-MG, Registros Paroquiais, 1711-1980, Salt Lake City: Filmado pela Socidade Genealógica de Utah, 1980, Microfilme No.1284526/Item 1/Fls.140(135) e 140v(135v)., Microfilmes No.1284521 a 1284532; 1252354. Microfilmes dos manuscritos no arquivo arquidiocesano de Mariana.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

COLHENDO INFORMAÇÕES EM BH

Com a tia Maria da Conceição Brandão, irmã do Juca ( José de Assunção Brandão) foram encontrados alguns documentos importantes. A certidão de casamento de Antônio Carlos da Silva Brandão e Antônia Maria de Jesus, onde constavam os seguintes dados:
Data de nascimento do Vô Nico: 22 de agosto de 1881
Nome do pai da Vó Antônia: Pedro Martins de Carvalho
Irmãos do Juca: Francisca, Gesa, Maria de Lourdes, Elza, Conceição, Valdemar ( Mário) e Antônio Brandão Filho.
Pela data de nascimento acima, considerando que o Manoel da Silva Brandão entrou pelo Século XIX, podemos concluir que não falta ninguém na linha direta da família, coincidentemente todos tiveram filhos do sexo masculino.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

SOLAR DOS BRANDÕES EM PORTUGAL












Aqui vemos foto do Solar dos Brandões em Portugal, localizado em Sanfins - Paços de Ferreira. Recebi de um Brandão de Curitiba, assim como a foto do Brasão original. No e-mail recebido foi citado também algumas ramificações dos Brandões naquele país: Brandão da Torre da Marca e Brandões de Roriz, com os quais também ainda não conseguimos indícios de vínculos, apesar do sobrenome.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

BAMBUÍ 121 ANOS

A vila de “Bambuhy” foi elevada à categoria de cidade pela Lei Provincial nº 3.387, de 10 de julho de 1886. Quem a sancionou foi o desembargador Francisco Faria Lemos, presidente da Província de Minas Gerais. No entanto, antes de chegar a arraial, vila e, depois, à cidade, Bambuí teve origem bem antes, mais provavelmente, devido à “Picada de Goiás”, que era uma estrada que vinha do sul de Minas, passava por Lavras, Campo Belo, Itapecerica, Formiga, chegava a Bambuí e depois ia para Goiás. O objetivo dessa “picada” era chegar ao ouro que, na época, era farto em Goiás Velho. Devido a essa “picada”, os “bandeirantes” capitão João Veloso de Carvalho (1737) e depois Antônio Rodrigues Velho (1743), estabeleceram-se aqui primeiro, pelo que consta das primeiras sesmarias concedidas na região de Bambuí. Entretanto, essa picada só teria sucesso e o povoamento dos novos moradores só se concretizaria se a Colônia, por intermédio de Vila Rica, determinasse, como de fato determinou, o enfrentamento com os índios Caiapós, Araxás e com os negros quilombolas (escravos que fugiam e formavam comunidades). Esse enfrentamento, depois de muitos anos de luta e muita perdas por parte dos índios e dos negros quilombolas na região de Bambuí, Serra da Marcela, Serra da Saudade e região do Campo Grande (vasta região do lado de cá do rio São Francisco), deu resultado.
A partir das campanhas do capitão Vicente da Costa Chaves (1743) e, depois, do português e mestre de campo Inácio Correia Pamplona (1765) contra os índios e quilombolas e a extinção destes, é que um maior povoamento começou a acontecer na região. Pamplona tem um papel de destaque no desbravamento da região do que é, hoje, o Alto São Francisco. Além de sua origem portuguesa, ele foi um dos traidores de Tiradentes na Inconfidência Mineira. Por isto, teve deferência especial de Luís da Cunha Menezes – o conde de Valadares, representante da Coroa Portuguesa em Vila Rica. Ganhou do conde várias sesmarias (em torno de 27) para si e para os seus amigos, abrangendo uma vasta região, que compreende, hoje, os municípios de Arcos, Iguatama, Piumhi, Medeiros, Dores do Indaiá, Candeias, Santo Antônio do Monte e, finalmente, Bambuí. Foi também Pamplona que levantou a primeira capela de Nossa Senhora Santana, doando “meia légua de terras” nas circunferências do, então, arraial.Depois do início do povoamento e do nascimento do arraial de “Nossa Senhora Sant’anna do Bambuhy” e sua transformação em cidade em 1886, Bambuí passou pelo fim do Império, Abolição da Escravatura, Proclamação da República e recebeu em 30 de junho de 1910 a sua primeira estrada de ferro, que foi um marco histórico na medida que trouxe ares mais urbanos e um grande desenvolvimento para a pacata cidade.
Depois veio a Revolução de 1930 e a subida ao poder de Getúlio Vargas. Bambuí passou, ainda, pelo período desenvolvimentista da era JK, pelo golpe militar de 1964 que se prolongou até 1985. Vieram depois a Nova República de Tancredo (que morreu antes) e Sarney, o período FHC e, agora, o período Lula.
( transcrito em parte da Página Ponto de Vista).

BRANDÕES NO SÉCULO XIV

"16 de Abril de 1346.
Prazo de três vidas feito na era de 1346 pelos Religiosos do Mosteiro de Pedroso, a Clemente João e a sua mulher Giralda Doniz, e para um propínquo, qual nomeasse o que mais vivesse, do casal chamado Soutuílo na honra de Avintes, com todas as suas pertenças: pelo foro, e pensão anual de 8 libras da moeda do tempo, metade por dia de Natal, e outra por dia de Páscoa; e a última vida daria 8 libras e meia, e colheita a El-Rey e lutuosa. Pedroso, Cazal de Soutuílo na honra de Avintes. N. 0 231. Pergaminho partido por A. B. C.". Este documento levanta uma questão, tendo sido as terras de Avintes doadas ao mosteiro de Sto. Tirso, como já dissemos, que direito tinha sobre elas o mosteiro de Pedroso, que lhe permitissem emprazar um casal e cobrar o respectivo foro?... Até descobrirmos novas fontes que nos esclareçam, esta dúvida continuará a subsistir.
Em 1487, o couto de Avintes vai passar para a posse da família Brandão através da doação feita por D. Francisco de Sonsa, Abade Comendatário do citado mosteiro; "Deste comendatário acharam a memória no Cartório, não que adquirisse, senão que desse muitas terras e propriedades em Avintes, a Fernão Brandão" "Fernão Brandão e seu filho Diogo Brandão, senhores da quinta e couto de Avintes, a qual continua na posse de seus descendentes por linha feminina, os Almeidas, Condes de Avintes e Marqueses de Lavradio". A filha de Diogo Brandão, D. Isabel Brandão, casa em 1570 com D. Francisco de Almeida, filho primeiro de D. João de Almeida, capitão de Tânger e governador de Angola, assim pas­sando o senhorio do couto de Avintes para a família dos Almeidas”

CONTERRÂNEO DOS ANDRADAS

Em 3 de outubro de 1789 (aos 24 anos) Monteiro de Barros iniciou as provas, tendo como testemunhas no processo o Bacharel João Evangelista de Faria Lobato (natural de Vila Rica), o Sargento José da Silva Brandão e o Bacharel José Bonifácio de Andrada e Silva (natural de Santos, futuro "pai da unidade nacional"). Em 1790 foi nomeado Juiz-de-Fora para o Arquipélago dos Açores, cargo em que serviu até 1793. Serviu em outros cargos, não fixados pela histografia, e de 1808 a 1812 foi Ouvidor em Vila Rica, sendo a seguir Intendente do Ouro no Rio de Janeiro, Ministro do Tribunal da Relação na Bahia."

BRANDÕES E A CRUZ VERMELHA

Lei Municipal nº 1940, de 26 de junho de 1918

O Coronel Antônio José da Silva Brandão, Presidente do Conselho Municpal, etc

Faço saber que o Conselho Municipal decretou e eu promulgo, de acordo com o art. 26, do Decreto nº 5.160, de 8 de março de 1904, a seguinte resolução:

Art. 1º - É reconhecida de utilidade municipal a Associação “CRUZ VERMELHA BRASILEIRA”
Parágrafo único – como conseqüência, a referida Associação CRUZ VERMELHA BRASILEIRA fica pela presente lei isenta de todos os impostos, emolumentos e contribuições municipais, relativas não só ao seu funcionamento, como também por aquisição a qualquer título, construção e manutenção de imóveis destinados à sede e exclusivamente concernentes ao objetivo da mesma Associação.

Art 2º - Revogam-se as disposições em contrário.

(Assig)Antonio José da Silva Brandão

TRANSCRIÇÕES DE NASCIMENTOS DE PARENTES ANTIGOS

Major BERNARDO da Silva Brandão
1Igreja Católica, Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto-MG, Capela de S.Fran.co de Assis, Arquidioc.de Marianna, Certidão de Batismo(Transcrição) de Bernardo da Silva Brandão(?). O Assento foi feito em 12/dez/1848, em virtude de um despacho do Rev.do Vigr.o da Vara e de informações verbais do Ten.João Chrisostomo Gomes da Silveira e D.Isabel Marcianna da Silva Brandão. Pais: Major Bernardo Silva Brandão e D.Anna Josefa Ribeiro. Padrinhos: Valeriano Manso da Costa Reis e D. Margarida Monteiro de Barros, sua mulher. Vigário: João Ferr.a de Carv.o.

ANA JOSEFA Ribeiro
1Igreja Católica, Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto-MG, Capela de S.Fran.co de Assis, Arquidioc.de Marianna, Certidão de Batismo(Transcrição) de Bernardo da Silva Brandão(?). O Assento foi feito em 12/dez/1848, em virtude de um despacho do Rev.do Vigr.o da Vara e de informações verbais do Ten.João Chrisostomo Gomes da Silveira e D.Isabel Marcianna da Silva Brandão. Pais: Major Bernardo Silva Brandão e D.Anna Josefa Ribeiro. Padrinhos: Valeriano Manso da Costa Reis e D. Margarida Monteiro de Barros, sua mulher. Vigário: João Ferr.a de Carv.o.
BERNARDO da Silva Brandão(?)
1Igreja Católica, Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto-MG, Capela de S.Fran.co de Assis, Arquidioc.de Marianna, Certidão de Batismo(Transcrição) de Bernardo da Silva Brandão(?), Fl.30(aprox.) do Livro de Batismos(com Óbitos) dos anso de 1713(Óbitos) e 1813-1856(Batis. O Assento foi feito em 12/dez/1848, em virtude de um despacho do Rev.do Vigr.o da Vara e de informações verbais do Ten.João Chrisostomo Gomes da Silveira e D.Isabel Marcianna da Silva Brandão. Pais: Major Bernardo Silva Brandão e D.Anna Josefa Ribeiro. Padrinhos: Valeriano Manso da Costa Reis e D. Margarida Monteiro de Barros, sua mulher. Vigário: João Ferr.a de Carv.o.
2Igreja Católica Nossa Senhora da Conceição de Ouro Preto-MG, Arquidiocese de Mariana-MG, Registros Paroquiais, 1710-1951, Salt Lake City: Filmado pela Socidade Genealógica de Utah, 1980, Microfilme No.1284551/Item 1/Fl.30(aprox.)., Microfilme No.1284546 a 1284554. Microfilmes dos manuscritos no arquivo arquidiocesano de Mariana.
3Igreja Católica, Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto-MG, Capela de S.Fran.co de Assis, Arquidioc.de Marianna, Certidão de Batismo(Transcrição) de Bernardo da Silva Brandão(?).

Brig. JOSÉ da Silva Brandão
1Igreja Católica, Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto-MG, Freguezia de Antonio Dias, Arquidioc.de Marianna, Certidão de Batismo(Transcrição) de Pedro Maria da Silva Brandão(?). O Assento foi feito por seus pais por uma Publica forma em 06/mar/1833. Pais: Brigadeiro Jozé da Silva Brandão e D.Anna Sanches da Silva Brandão. Padrinhos: Pedro Maria Xavier de Athaide e D.Maria Magdalena Lleite de Souza Castro e Oliveira, Padre: João Caetano Martins. Vigário: M.el da Ascenção Cruz.
ANA Sanches da Silva Brandão
1Igreja Católica, Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto-MG, Freguezia de Antonio Dias, Arquidioc.de Marianna, Certidão de Batismo(Transcrição) de Pedro Maria da Silva Brandão(?). O Assento foi feito por seus pais por uma Publica forma em 06/mar/1833. Pais: Brigadeiro Jozé da Silva Brandão e D.Anna Sanches da Silva Brandão. Padrinhos: Pedro Maria Xavier de Athaide e D.Maria Magdalena Lleite de Souza Castro e Oliveira, Padre: João Caetano Martins. Vigário: M.el da Ascenção Cruz.


Major BERNARDO da Silva Brandão
1Igreja Católica, Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto-MG, Capela de S.Fran.co de Assis, Arquidioc.de Marianna, Certidão de Batismo(Transcrição) de Bernardo da Silva Brandão(?). O Assento foi feito em 12/dez/1848, em virtude de um despacho do Rev.do Vigr.o da Vara e de informações verbais do Ten.João Chrisostomo Gomes da Silveira e D.Isabel Marcianna da Silva Brandão. Pais: Major Bernardo Silva Brandão e D.Anna Josefa Ribeiro. Padrinhos: Valeriano Manso da Costa Reis e D. Margarida Monteiro de Barros, sua mulher. Vigário: João Ferr.a de Carv.o.

PEDRO MARIA da Silva Brandão(?)
1Igreja Católica, Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto-MG, Freguezia de Antonio Dias, Arquidioc.de Marianna, Certidão de Batismo(Transcrição) de Pedro Maria da Silva Brandão(?), Fl.29(aprox.) do Livro de Batismos(com Óbitos) dos anos de 1713-1735(Óbitos) e 1813-1856(. O Assento foi feito por seus pais por uma Publica forma em 06/mar/1833. Pais: Brigadeiro Jozé da Silva Brandão e D.Anna Sanches da Silva Brandão. Padrinhos: Pedro Maria Xavier de Athaide e D.Maria Magdalena Lleite de Souza Castro e Oliveira, Padre: João Caetano Martins. Vigário: M.el da Ascenção Cruz.
2Igreja Católica Nossa Senhora da Conceição de Ouro Preto-MG, Arquidiocese de Mariana-MG, Registros Paroquiais, 1710-1951, Salt Lake City: Filmado pela Socidade Genealógica de Utah, 1980, Microfilme No.1284551/Item 1/Fl.29(aprox.)., Microfilme No.1284546 a 1284554. Microfilmes dos manuscritos no arquivo arquidiocesano de Mariana.
3Igreja Católica, Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto-MG, Freguezia de Antonio Dias, Arquidioc.de Marianna, Certidão de Batismo(Transcrição) de Pedro Maria da Silva Brandão(?).

Sobre este último ( Pedro Maria da Silva Brandão) encontramos os seguintes registros:

HISTÓRIA DO JORNALISMO
O precursor nos estudos sobre jornalismo em Minas
Jairo Faria Mendes (*)

José Pedro Xavier da Veiga foi um dos grandes intelectuais mineiros do século 19, um jornalista de destaque, um importante historiador e político. Além disso, foi o precursor nos estudos sobre jornalismo nas Minas Gerais. Sua monografia A imprensa de Minas Gerais 1807-1897 (In: Revista do Arquivo Público Mineiro, Ano III, 1898. pp. 169-249) foi o primeiro trabalho sobre jornalismo produzido no estado. Ele era de uma família de grande tradição na política, na imprensa e na cultura. Um exemplo disso foi seu tio Evaristo da Veiga, o redator da Aurora Fluminense, que contribui bastante para a abdicação de D. Pedro I. Em 1878, Xavier da Veiga mudou-se para Ouro Preto e comprou, com Pedro Maria da Silva Brandão, uma tipografia. No ano seguinte os sócios lançavam o jornal A Província de Minas, que se apresentava como órgão do Partido Conservador. No primeiro número a publicação explicava que tinha como objetivo defender os conservadores de "injustiças cruéis" e "perseguições revoltantes". O jornal circulou até novembro de 1889, quando ocorreu a proclamação da República.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

BRANDÕES E A GUERRA FARROUPILHA

Em 20 de fevereiro de 1839, Bento Gonçalves e o Coronel José da Silva Brandão, que tinha vindo de família militar de Vila Rica, firmavam mais um Decreto:

" Artigo I - Todos os cidadãos e súditos da República, com exclusão dos escravos, serão obrigados a trazer em seus chapéus o laço da nação ( consagrado pelo Decreto de 12 de novembro de 1836) no prefixo prazo de 15 dias contados daquele da publicação deste decreto."

Devido à facilidade com que os adversários poderiam imiscuir-se no território controlado pelos republicanos "mesclando-se ( enquanto não são percebidos pelas nossas forças) com os habitantes do país que com dificuldade os podem extremar dos nossos guerreiros pela semelhança dos hábitos que trajam", criando dificuldades para que "a nossa polícia discernir de um golpe de vista o emissário explorador ou bombeiro inimigo de qualquer outro particular", viram-se as autoridades farroupilhas imbuídas da tarefa de "dar a todos os republicanos rio-grandenses uma divisa que os distinga daqueles facinorosos e outros seus companheiros de armas, e não havendo uma que melhor satisfaça o fim proposto(...)que o seu próprio laço nacional".

segunda-feira, 30 de julho de 2007

BAMBUÍ – MINAS GERAIS














Aniversário da cidade: 10 de julho
Fundação: 1886
Gentílico: Bambuiense
Localização: latitude= 20° 00′21″S
Longitude= 45° 58′ 37″
Alto do São Francisco, Oeste de Minas Gerais
Municípios limítrofes: Tapiraí, Iguatama, Medeiros, Piunhi, Doresópolis, São Roque
de Minas e Luz
Distância da capital: 270 km
Área: 1..455,380 km2
População: 22.528 habitantes ( 2006)
Densidade populacional: 15,5 hab/km2
IDH 0,788 ( PNUD 2000)
PIB: R$ 111.314.378,00 ( IBGE 2003)
PIB per capita: R$ 5.026,16 ( IBGE 2003)

domingo, 29 de julho de 2007

UMA POETISA COM SOBRENOME BRANDÃO

Beatriz Francisca de Assis Brandão foi uma poetisa mineira que nasceu no século XVIII — 21 anos depois de Bárbara Heliodora e que vai atravessar todo o século XIX, vindo a falecer somente em 1868, no Rio de Janeiro. Beatriz Brandão nasceu na cidade de Vila Rica, então capital da província de Minas Gerais, atual Ouro Preto, a 29 de julho de 1779. Filha do sargento-mór Francisco Sanches Brandão e de Isabel Feliciana Narcisa de Seixas. Aqueles que se ocuparam de sua biografia dizem ser ela prima de Maria Joaquina Dorotéia de Seixas Brandão, a cantada Marília de Dirceu.

JOSÉ DA SILVA BRANDÃO

José da Silva Brandão foi crismado em 28 de agosto de 1759 em Mariana/MG. Faleceu em 8 de março de 1831 em São Paulo/SP. José casou-se com Ana Sanches de Seixas da Silva e Ávila em 1 de dezembro de 1781 em Ouro Preto/MG. Ana Sanches de Seixas da Silva e Ávila foi crismada em 13 de julho de 1764 em Ouro Preto/MG . Ela faleceu em 19 de janeiro de 1848 em Ouro Preto/MG. Ana casou-se com José da Silva Brandão em 1 de dezembro de 1781 em Ouro Preto/MG. José da Silva Brandão era irmão de Manoel da Silva Brandão, também chegou a brigadeiro.

sábado, 28 de julho de 2007

Mapa das Minas Gerais de 1.789


BAMBUÍ-MINAS GERAIS

Em Bambuí existe uma Rua com o nome de nosso Tetravô, chama-se Rua Brigadeiro Manoel da Silva Brandão.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

MARÍLIA DE DIRCEU ERA UMA BRANDÃO

Personagem da história da Inconfidência, musa de Tomás Antônio Gonzaga ( Arcadismo), consta nos registros que a mesma era sobrinha de Manoel da Silva Brandão. Marília de Dirceu faleceu em 11 de fevereiro de 1853, seu nome verdadeiro era Maria Dorotéia Joaquina de Seixas Brandão. Existem outras anotações, posteriormente postaremos neste Blog referências á mesma.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

INVENTÁRIO DE IGNÁCIA ROSA ANGÉLICA DA SILVA (PENTAVÓ)

IGNACIA ROSA ANGELICA DA SILVA
Inventário

CASA DOS CONTOS - Ouro Preto-MG
Tipo de Documento: Inventário
Ano :1790
Cartório do 2º Ofício
Códice Nº 17 - Auto Nº 178
Inventariada: Ignacia Rosa Angélica da Silva
Inventariante: Carlos José da Silva
Local: Vila Rica de Nossa Senhora do Pillar
Transcrito e resumido por Paulo Cezar Ribeiro Luz

Ignacia Rosa Angélica da Silva era casada com o Coronel Carlos José da Silva.

Filhos:
1 . Mariana Leocádia da Silva ( 20 anos )
2 . Antonio Luiz Noronha da Silva ( cerca de 13 anos )
3 . Thomazia Joaquina da Silva ( cerca de 12 anos )
4 . Maria José Bernardina da Silva ( 10 anos )
5 . Miguel José da Silva ( 9 anos )
6 . Constança Cândida Raimunda da Silva ( 5 anos )
7 . Luiza Angélica da Silva ( 1 ano e meses )

Página 52
Em 15 de novembro de 1791
Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar
Capitão-Mor Manoel de Sá Fortes Bustamante Nogueira refere-se a Carlos José da Silva como seu cunhado e sogro.
Capitão-Mor Manoel de Sá Fortes Bustamante Nogueira era casado com Mariana Leocádia da Silva. Esta filha de Carlos José da Silva e de Ignacia Rosa Angélica da Silva.
Requer a parte que lhe cabe como herdeiro.

Página 53
Ano de 1798
Manoel da Silva Brandão casado com Thomazia Joaquina da Silva, requer a parte que lhe cabe como herdeiro.

CARLOS JOSÉ DA SILVA, SOGRO DO MANOEL, NOSSO POLÊMICO PENTAVÔ

Coronel Carlos José da Silva casou em primeiras núpcias com Inácia Rosa Angélica da Silva( nossa pentavó). Inácia foi inventariada em 1790 em Vila Rica de Nossa Senhora do Pillar, Ouro Preto-MG (inventário disponibilizado por Paulo Ribeiro Luz).

Carlos José casou em segundas com Maria Angélica de Sá (que seria irmã de Manoel Bustamante Nogueira, “genro e cunhado” do Coronel Carlos José).

Pentavô do Zé Afrânio por parte de Thomásia ( sua filha), mulher de Manoel da Silva Brandão aos 12 anos.

A ascendência do Coronel Carlos José da Silva e Inácia Rosa foi pesquisada e publicada por Rui Vieira da Cunha, 5º neto do casal, in “Revista ASBRAP” vol. 3, onde consta às fls. 271 do livro de Batismos da freguesia de São Nicolau, em Lisboa.
"Em os vinte e dois dias do mês de janeiro de mil setecentos e cinquenta e sete anos, por despacho do Excelentíssimo Senhor Arcebispo de Lacedônia Vigário Geral de vinte e nove de outubro do dito ano (sic), pelo qual mandava abrir o assento do batismo de Carlos, conforme a informação que achou o Reverendo Padre Cura desta freguesia Sebastião Madeira, o lavrei na forma que se segue. Em os quatro dias do mês de novembro de mil setecentos, e quarenta e um anos, na Paroquial Igreja de São Nicolau de Lisboa, por um dos Reverendos Curas da mesma Igreja foi batizado Carlos, filho de Francisco Gomes da Silva, também batizado nesta freguesia, e de Teodora Maria dos Reis, batizada na freguesia de Nossa Senhora da Ajuda extra muros desta cidade, recebidos na Igreja de Candelária da cidade do Rio de Janeiro moradores, que foram nesta freguesia de São Nicolau, foi padrinho Francisco Pereira, de que fiz este assento, por se terem queimado os livros desta Paróquia no incêndio subseqüente ao terremoto do primeiro de novembro de mil setecentos cinqüenta e cinco - O Cura Bernardo da Rocha Preto". (Livro 1, fls. 135 - cf certidão (Lisboa, 25 de março de 1957) subscrita por Emilia da Piedade Carvalho Felix, Primeiro Conservador do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.

Inácia Rosa Angélica, batizada a 8 de fevereiro de 1748, na Igreja da Candelária, Rio de Janeiro, sendo padrinhos Paulo da Silva da Fonseca e Inácia da Assunção, mulher de Agostinho de Faria Monteiro. (livro 6º da Candelária, fls. 244 verso, cf certificado (Rio, 16 de outubro de 1954) Cônego Cipriano Bastos, Chanceler do Arcebispado do Rio de Janeiro.
(fls 276, idem)
"Aos catorze dias do mês de agosto de mil setecentos, e sessenta, e oito anos pelas quatro horas da manhã na Igreja Matriz de Santa Rita com provisão de S. Exa. Revma, e do muito Reverendo Doutor Juiz dos Casamentos Francisco Gomes Vilasboas na presença de Reverendo Coadjutor da dita Matriz Francisco Moreira da Costa, e das testemunhas Francisco Gomes da Silva e Agostinho de Faria Monteiro se recebeu em matrimônio Carlos José da Silva natural da freguesia de São Nicolau de Patriarcado de Lisboa filho legitimo de Francisco Gomes da Silva, e de sua mulher Teodora Maria dos Reis com Inácia Rosa Angélica natural desta freguesia da Candelária filha legítima de Feliciano de Almeida Carvalho, e de sua mulher Margarida Teresa da Cruz, tudo na forma do Sagrado Concilio Tridentino, e lhes deu as bênçãos como dispõe o Ritual Romano, o que de tudo me constou pela certidão do Reverendo Pároco acima declarado: do que fiz este assento. - O Coadjutor José Pereira Maciel". (Livro 7º da Candelária, fls. 68 - cf. certidão, sem data, emitida pelo Cônego Cipriano Bastos, Chanceler do Arcebispado do Rio de Janeiro.

Carlos José teve sete filhos com Inácia Rosa:

1- Mariana Leocádia da Silva, com 20 anos em 1790. Casou cerca de 1791 com Manoel de Sá Fortes de Bustamante Nogueira, geração em 1 supra. Como além de genro Manoel também se declarou cunhado do Coronel Carlos José, seria irmão de Maria Angélica, segunda mulher de seu sogro.

2- Antonio Luis de Noronha e Silva, coronel, casou duas vezes. Em primeiras núpcias com sua sobrinha 1-1 supra, ali a filha única. Casou em segundas em Baependi aos 02-02-1818 com Ana Dolina Honória Junqueira, filha de João Francisco Junqueira Filho e Maria Inácia do Espírito Santo. Foram proprietários da Fazenda Boa Vista, em Quatis-RJ. Faleceram e foram sepultados ambos em Aiuruoca, Antonio aos 23-06-1855 e Ana Dolina ao 31-03-1857.

Baependi-MG - Casamentos - Aos 02 Fevereiro 1818 na capella do Favacho, então desta freguesia, o Padre Francisco Antonio Junqueira recebeo em matrimonio e abençoou:
Antonio Luiz de Noronha e D. Anna Dolina Junqueira.
Test.: Manuel João Pedro Diniz Junqueira e o Barão de Pouso Alto.
Não foi lançado este assento em tempo e lugar competente, e isso o faço por informação da Exma. Sra. D. Anna Dolina (sic) Junqueira, pessoa de inteira fidedignidade.
O Vigário Joaquim Gomes Carmo.

Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG aos 23 junho 1855, 78 anos, Cel. Antonio Luiz de Noronha e Silva, cc. D. Anna Dolina Honoria Junqueira, c/test.
(queimado) Testamenteiro: 3- m/irmão o Excelentíssimo Barão de Pouso Alto.
Registrado aos 24 junho 1855.

Igreja N.Sra. da Conceição, Aiuruoca, MG - 31 março 1857, com 57 anos, D. Anna Dolina Honoria Junqueira, viúva do Cel. Antonio Luiz de Noronha e Silva.
F. l. do Cap. João Francisco Junqueira e D. Maria Ignacia d- ---, falecida.
05 junho 1856
(Restante queimado)

Registro de Terras - N. Sra. do Rosário (Quatis) D. Ana Dolina Junqueira de Noronha, eu e meus herdeiros, por morte de meu marido o Cel. Antonio Luiz de Noronha e Silva, fazenda Boa Vista da Pedra, que meu marido houve por compra do Revdo. Francisco do Carmo Froes, que terá uma sesmari,. 15 jan 1856.

Coronel Antonio Luis declarou em testamento a filha natural:
2-1 Josefa Ernestina Vieira (ou Pereira de Souza), exposta em 1798 em casa do Capitão mor Antonio Alvares Pereira. Josefa vendeu a herança paterna por 13:500$000 para Ana Dolina. Em 1867 era moradora no Termo de Piranga.

3- Thomasia Joaquina da Silva, com 12 anos em 1790. Casou com Manoel da Silva Brandão.

4- Maria José Bernardina da Silva, com 10 anos.

5- Miguel José da Silva, com 9 anos.

6- Constancia Cândida Raimunda da Silva, com 5 anos em 1790. Em Barbacena aos 24-09-1801 casou com José Ferreira Armond, filho de José Ferreira Armond e Ana Maria de Jesus (casados em Barbacena aos 27-07-1772 ), neto paterno de Francisco Ferreira Armond e sua primeira esposa Ângela Maria da Conceição, neto materno de Bartolomeu Gonçalves e Maria do Rosário.
Casamentos Barbacena - Curral aos 24-09-1801 José Ferr.ª Armonde filho doutro e de Anna Maria de Jesus, natural desta freguesia = com D. Constancia Cândida Raymunda da Silva, filha do Coronel Carlos José da Silva e de D. In.ca Roza Angélica da Silva, natural da freguesia de An.to Dias de Vila Rica. Testemunhas: Ten.e Cor.el Luiz An.to Ribr.º Guim.es e o Cap.tam Mor Manoel de Sá Fortes Bus.te Nogr.ª.

Casamentos Barbacena - aos 27-07-1772 José Ferreira Armonde, n/b nesta freguesia, f.l. de Fran.co Ferr.ª Armonde e s/m Ângela Maria da Conceição; = com Anna Maria, fa. de Bartholomeu Glz. e s/m Maria do Rosário, n/b na freguesia de Carijós desta Com.ca. Test.; Mel. Ferr.ª Armond e o Padre José Dias de Carvalho, todos desta freguesia.

7- Luiza Angélica da Silva, com pouco mais de um ano em 1790.

Coronel Carlos José da Silva teve com Maria Angélica de Sá, e.o.:

8- Francisco Teodoro da Silva, Barão de Pouso Alto, 3º testamenteiro do irmão Coronel Antonio Luiz de Noronha e Silva e Testamenteiro e Inventariante do irmão Coronel Teodoro Carlos da Siva. Casou com Rita de Cássia Pereira da Silva, filha de Miguel Pereira da Silva e Isabel Maria do Espírito Santo, neta materna de Antonio Vieira Carneiro e Inacia Maria da Silva.
Rita de Cassia já era falecida em 1855, inventário materno (neste site) e foi representada por seus filhos:

8-1 Joaquim Carlos da Silva Pereira, casado.
8-2 Maria Isazel da Silva, casada com Carlos José da Silva. Comparar com o tio paterno 9 abaixo.
8-3 Isabel Maria da Silva Pereira, casada com seu tio materno Capitão Vicente da Silva Pereira. Proprietários da Fazenda da Lagoa em S. José do Campo Belo, Resende-RJ.
S. José do Campo Belo - Resende ;RJ lv 68 - fls. 17, 39- declaro na qualidade de testamenteiro do falecido Capitão Vicente da Silva Pereira, e pai da viuva deste D. Isabel Maria da Silva Pereira, e tutor dos filhos órfãos do mesmo: Miguel da Silva Pereira, Sabina Amélia da Silva Pereira, que aos mesmos pertence a fazenda da Lagoa. Pouso Alto 25 nov 1855 Barão de Pouso Alto.

Capitão Vicente já era falecido no inventário materno e foi representado por sua viúva e seus filhos:
8-3-1 Sabina Amélia da Silva Pereira, com 11 anos em 1855.
8-3-2 Miguel da Silva Pereira, com 10 anos.

8-4 Carlos Teodoro de Bustamante e Sá, solteiro, com 25 anos.

8-5 Rita Deolinda Silva Junqueira, casada com Dr. Ovidio Diniz Junqueira.

8-6 Carlota Alaide da Silva Miranda, casada com Luiz da Rocha Miranda. Proprietários da Fazenda Boa Vista, tambem em S. José do Campo Belo.
S. José do Campo Belo - Resende ;RJ lv 68 fls. 17, 40 Possuo a Fazenda Boa Vista, por doação de meus sogros os Exmos. Barão e baronesa de Pouso Alto, 01 dez 1855, Luiz da Rocha Miranda.

N. Sra. da Conceição do Campo Alegre, Resende - RJ, lv. 67 fls. 6, 5- Exmo. Barão de Pouso Alto e Luiz da Rocha Miranda. Declaramos nos Barão do Pouso Alto e Luiz da Rocha Miranda, que somos possuidores em comum da fazenda Santo Antonio da Serra, nas cabeceiras da Perepetinga, que divide com: Bento de Azevedo Maia, Jose Vaz Pinto, Jose Moutinho, major Antonio Gonçalves da Rocha, Silverio Soares Lucindo; e por compra feita ao Exmo Barão de Lorena e s/m, e por arrematação em praça publica , de orfãos, porque pertencia a neta herdeira orfã do major Claudio Manoel Correa. Pouso Alto 25 nov 1855, Barão do Pouso Alto e Luiz da Rocha Miranda.

8-7 Antonio Teodoro da Silva Fortes, solteiro com 16 anos em 1855.

9- Carlos José da Silva, morador no Rio de Janeiro, citado no testamento do irmão Teodoro.

10- Teodoro Carlos da Silva, coronel, natural de Ouro Preto, inventariado em 1867 com testamento de 1865 (neste site). Solteiro, sem geração. Foi seu inventariante seu irmão o Barão de Pouso Alto.

11= Rita Leocadia da Silva, citada no testamento do irmão Teodoro, moradora em São João del Rei em 1867.

12= Carlota Camila da Silva, idem.

Passado de João da Silva Brandão

João da Silva Brandão nasceu em 1716 em São Miguel de Oliveira de Azeméis, Aveiro - Portugal, filho de André Henrique da Silva Brandão e Isabel Soares da Silva, era neto paterno de Antonio Henrique da Silva Brandão e Isabel Ferreira e materno de Manoel Fernandes e Domingas da Silva.

João da Silva Brandão casou-se em São Caetano, Mariana, com Antonia Maria de Oliveira nascida em 1750 em Mariana, filha de Antonio Ribeiro de Oliveira e Rosa Maria dos Anjos, naturais do Porto; neta paterna de Manoel Ribeiro e Catarina de Oliveira; neta materna de Bento Ferreira e Maria do Espírito Santo.
Seu filho, o brigadeiro José da Silva Brandão, casou-se em 01.12.1781. em Ouro Preto, com Ana Sanches de Seixas da Silva e Ávila.

Pela ordem, em linha direta até o presente momento, temos:
Antônio Henrique da Silva Brandão
André Henrique da Silva Brandão
João da Silva Brandão
Manoel da Silva Brandão
Antonio Carlos da Silva Brandão
Carlos Antônio da Silva Brandão
Antonio Carlos da Silva Brandão
José de Assunção Brandão

Este último casou-se com Maria Salomé de Araújo e teve os seguintes filhos, pela ordem:
José Fernando Araújo Brandão
Hélio José Araújo Brandão
José Afrânio Araújo Brandão
Maria Beatriz Araújo Brandão
Tânia Maria Araújo Brandão
José Luis Brandão
Sílvia Maria Araújo Brandão
Carlos Antônio Araújo Brandão

HISTÓRIA DOS BRANDÕES - Quarta Parte

Filhos da viúva Maria Angélica de Carvalho que vieram de Barbacena:

1- Manoel Gonçalves de Carvalho Brandão, casado com Joana Maria de Jesus, antes já havia sido proprietário de uma sesmaria na Paragem do Rio da Pomba, hoje Cidade de Pomba, naquela época pertencente ao termo de Barbacena, a ele outorgada em 09/02/1798.

(APl\I - Livro 275 - Página 164)

Já em 02 de abril de 1820, o casal já apadrinhava um batizado em Bambuí. (Livro 1, folha 35).

Em 23 de junho de 1821, era ele nomeado, em Formiga, curador de João José Corrêa Pamplona, genro do Mestre de Campo Inácio Pamplona, dado como pródigo.

(Leopoldo Corrêa, ob. cit. página 82).

O casal não teve descendentes, tanto que sua irmã Francisca Angélica de Carvalho, a 16 de março de 1863, outorgara uma procuração ao seu filho Domingos Gonçalves de Carvalho, na qualidade de herdeira de seu irmão Manoel Gonçalves de Carvalho Brandão, para representá-la no seu inventário.

2- Escolástica Maria de Carvalho, casada com Antônio Gonçalves Campos.
Este casal teve dentre outros, a filha Maria Angélica de Campos que era casada com Miguel Antônio de Toledo que eram pais de Gabriel, batizado em Bambuí no dia 04 de março de 1838, sendo padrinhos os avós maternos.

(Livro 1 de Batizados daquela Paróquia).

Abaixo, transcrevemos literalmente do livro Iguatama História e Genealogia, de Djalma Garcia Campos, o conteúdo das páginas 57, 58 e 59, sob o título “A GENEALOGIA IGUATEMENSE”:

" A genealogia iguatemense constitui-se dos BRANDÕES, ali chegados no final do Século XVIII; os CARVALHOS em cujo contexto se incluem os CAMPOS, os GONÇALVES e os TELES, chegados na primeira década do Século XIX; os SILVEIRAS, os LEÕES e os GARCIAS, chegados na terceira década do século XIX.

O BRIGADEIRO MANOEL DA SILVA BRANDÃO

Este trabalho objetiva especificamente a genealogia dos GARCIAS, sobre a qual nos aprofundamos em pesquisas detalhadas, em uma retrospectiva de dois séculos e meio, concluindo com a completa descendência do Capitão José Garcia Pereira; mas dado o entrelaçamento de todos aqueles ramos familiares não se pode isolar essa genealogia daquelas outras, porque a esta altura, todas elas formam uma só grei, uma só família, uma só genealogia. Por isso deliberamos incluir um estudo menos profundo de cada um daqueles ramos, começando pela precedência de sua chegada à região onde se situa o município de Iguatama.

Essa primazia coube aos BRANDÕES, através da figura histórica do BRIGADEIRO MANOEL DA SILVA BRANDÃO, cujas raízes foram estudadas profundamente pelo Cônego trindade, como se segue: " André Henriques da Silva Brandão, natural de Oliveira de Azeméis, filho de Antônio Henriques da Silva Brandão e Isabel Ferreira, casou-se com Isabel Gomes da Silva, da mesma localidade, filho do Manoel Fernandes e Domingas da Silva; todos portugueses. Teve este casal, dentre outros o filho João da Silva Brandão, da mesma origem dos antecendentes, mas veio a casar-se em Minas, em São Caetano de Mariana ( antigo Distrito de Mariana), com Antônia Maria de Oliveira, ali nascida de Antônio Ribeiro de Oliveira e Rosa Maria dos Anjos, natural do Porto.
São filhos do Capitão João da Silva Brandão, nascidos em São Caetano de Mariana:

1- Pe. João Henriques da Silva Brandão, nr. 31.01.1751;
2- Brigadeiro Antônio José da Silva Brandão;
3- Brigadeiro Manoel da Silva Brandão;
4- Ana Vitória da Silva Brandão, casada com Manoel Barros dos Santos;
5- Clara Maria da Trindade, casa com o Coronel João Veloso de Miranda;
6- Sargento-Mor Caetano da Silva Brandão casado com Domiciana da Fonseca Marinho;
7- Brigadeiro José da Silva Brandão, casado em 01.12.1781 com Ana Sanches de Seixas da Silva e Ávila Brandão, de onde derivou o conhecido ramo político dessa família".

O terceiro dessa ilustre irmandade, o Brigadeiro Manoel da Silva Brandão, é uma figura historicamente ligada à Inconfidência Mineira, porque, investido nas funções de Comandante do Destacamento do Tijuco, ainda no posto de Capitão do Regimento de Cavalaria Regular, recebeu do Visconde de Barbacena, então Governador Geral da Capitania de Minas, a incumbência da captura do Padre José da Silva de Oliveira Rolim, o mais valente e afortunado dos inconfidentes, homiziado naquela região. Verificada a diligência com pleno êxito e a conseqüente prisão daquele sacerdote, no mês de setembro de 1789 e definitivamente sufocado o movimento sedicioso, regressa esse brioso oficial da Coroa Portuguesa a Vila Rica, sendo promovido ao posto de Coronel, quando então veio a casar-se em 30 de novembro de 1.797 com Tomásia Joaquina da Silva, filha do secretário da Junta da fazenda, Carlos José da Silva e Inácia Rosa Angélica da Silva.

Carlos José da Silva, homem altamente posicionado, que já havia sido contemplado com a sesmaria do Urubu, nas proximidades de Bambuí, aconselhou o genro a que procurasse também obter, na mesma região de terras férteis, uma sesmaria e foi assim que, ainda no posto de coronel, Manoel da Silva Brandão requereu e obteve a sesmaria da Marcela, localizada nos municípios de Luz e Bambuí, transferindo-se para essa Vila, mais ou menos em 1798, e é certo que naquele ano ele e a esposa apadrinhavam um batizado naquela Vila, conforme assentos da Paróquia, no livro 1, fl.101.

A Sesmaria da Marcela que por si só já se constituía em um grande latifúndio, ali ainda adquiriu, por compra a herdeiros de Antônio Afonso Lamounier, a sesmaria da Glória, na margem esquerda do Rio São Francisco e mais tarde recebeu de herança do sogro a sesmaria do Urubu, onde se localiza hoje a estação férrea de Uruburetama, de modo a formar um total de cerca de 40 mil hectares de terras de excelente qualidade.
Com tal patrimônio e promovido a Brigadeiro, acrescido do seu real valor, no dizer do historiador Waldemar de Almeida Barbosa, chegou a ser uma das mais notáveis figuras de Minas Gerais, na primeira metade do Século XIX.

HISTÓRIA DOS BRANDÕES - Terceira Parte

Deixou esse velho Brigadeiro junto com Thomasia Joaquina da Silva, com quem tinha se casado em Ouro Preto no dia 30/11/1797, uma grande descendência em cujo número se contam os filhos, todos eles nascidos em Bambuí:

1: -Raimundo da Silva Brandão, nascido em 1798 em Bambuí - MG, morreu em Luz, cidade próxima;
2:- Miquelina Angélica da Silva Brandão, nascida em 1802;
3- Carlos Antônio da Silva Brandão, nascido em 1804 em Bambuí - MG, morreu em 1849;
4- Antônio Carlos da Silva Brandão, nascido em 1806 em Bambuí - MG;
5- Maria do Carmo Brandão nascida em 1812 também em Bambuí - MG;
6- João Henriques da Silva Brandão, nascido em 1814 também na mesma cidade;
7- Anna Brandão nascida em 1817;
8- Manuel da Silva Brandão, nascido em 1818;
9- Isabel Cândida da Silva Brandão , nascida em 1821;

Constava como filho José Henriques da Silva Brandão, mas não achamos maiores registros.


Esta última filha casou-se com Antônio de Carvalho Campos, tendo este casal o filho unigênito, José Jorge da Silva Campos, que veio a casar-se com Deolinda Maria Salomé, a terceira filha do Capitão José Garcia.

José Jorge e Deolinda ascendem hoje a mais de quinhentas pessoas, todas integradas na genealogia iguatamense, com vários sobrenomes, mas nenhuma delas adotou o de Brandão, advindo desse antepassado, motivo por que, com o distanciamento do tempo, seja ele pouco lembrado.

Tinham eles ligações consangüíneas com os irmãos Teixeira de Carvalho, valentes revolucionários do Movimento Liberal de 1842, os bravos João Gualberto, Antônio e Pedro Teixeira de Carvalho e também com o Brigadeiro Manoel da Silva Brandão; com este tinham os Carvalhos ligações de parentesco muito próximas, tanto é que, tão logo o Brigadeiro se estabeleceu em Bambuí, em 1798, por influência sua, viera de Barbacena, em estado de viuvez, Maria Angélica de Carvalho, que também se estabeleceu em Bambuí, na primeira década do Século XIX, trazendo em sua companhia vários filhos, adquirindo na margem esquerda do Rio São Francisco, entre Porto Real e Bambuí, imensas áreas de terras, formando fazendas com moradias confortáveis compatíveis com as amplas possibilidades financeiras de que eram dotados.

HISTÓRIA DOS BRANDÕES - Segunda Parte

“O terceiro dessa ilustre irmandade, o Brigadeiro Manoel da Silva Brandão, é uma figura historicamente ligada à Inconfidência Mineira, porque, investido nas funções de Comandante do Destacamento do Tijuco, ainda no posto de Capitão do Regimento de Cavalaria Regular, recebeu do Visconde de Barbacena, então Governador Geral da Capitania de Minas, a incumbência da captura do Padre José da Silva de Oliveira Rolim, o mais valente e afortunado dos inconfidentes, homiziado naquela região.

(Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, vo1. IH, p. 125, de 1936).

Verificada a diligência com pleno êxito e a conseqüente prisão daquele sacerdote no mês de setembro de 1789 e definitivamente sufocado o movimento sedicioso, regressa esse brioso oficial da Coroa Portuguesa a Vila Rica, sendo promovido ao posto de Coronel, quando então veio a casar-se em 30 de novembro de 1797, com Thomásia Joaquina da Silva, filha do secretário da Junta da Fazenda, Carlos José da Silva e Inácia Rosa Angélica da Silva.”

( Existem controvérsias sobre a prisão do Padre Rolim que se contrapõem á este livro, posto que existem registros que Manoel da Silva Brandão foi preso pelo não cumprimento do mandato, até mesmo porque participava junto com o Capitão Maximiano dos encontros dos Inconfidentes. Isto precisa ser mais bem esclarecido).

Carlos José da Silva, homem altamente posicionado, que já havia sido contemplado com a sesmaria do Urubu, nas proximidades de Bambuí, aconselhou o genro a que procurasse também obter, na mesma região de terras férteis, uma sesmaria e foi assim que, ainda no posto de coronel, Manoel da Silva Brandão requereu e obteve a sesmaria da Marcela, localizada nos municípios de Luz e Bambuí, transferindo-se para essa Vila, mais ou menos em 1798 e é certo que naquele ano ele e a esposa apadrinharam um batizado naquela Vila, conforme assentos da Paróquia, no livro 1.9 fl. 101.

A sesmaria da Marcela, que por si já se constituía em um grande latifúndio, ali ainda adquiriu, por compra a herdeiros de Antônio Afonso Lamounier, a sesmaria da Glória, na margem esquerda do Rio São Francisco e mais tarde recebeu de herança do sogro a sesmaria do Urubu, onde se localiza hoje a estação férrea de Uruburetama, de modo a formar um total de cerca de 40 mil hectares de terras de excelente qualidade. Com tal patrimônio e promovido a Brigadeiro, acrescido do seu real valor, no dizer do historiador Valdemar de Almeida Barbosa, chegou a ser uma das mais notáveis figuras de Minas Gerais, na primeira metade do Século XIX.

(Decadência das Minas e Fuga da Mineração, página 139)

HISTÓRIA DOS BRANDÕES - Primeira Parte

""André Henrique da Silva Brandão, nascido em 1690 e natural de São Miguel de Oliveira de Azeméis - Aveiro - Portugal; filho de Antônio Henrique da Silva Brandão (nascido em 1655) e casado em 1682 com Isabel Ferreira (nascida em 1660); casou-se com Isabel Gomes da Silva, da mesma localidade, filho de ManoeI Fernandes e Domingas da Silva, todos portugueses. Teve este casal, dentre outros o filho Capitão João da Silva Brandão, da mesma origem dos antecedentes, mas que veio a casar-se em Minas, em São Caetano de Mariana (antigo Distrito de Mariana), com Antônia Maria de Oliveira, ali nascida de Antônio Ribeiro de Oliveira e Rosa Maria dos Anjos, natural do Porto.

São filhos do Capitão João da Silva Brandão, nascidos em São Caetano de Mariana:

1- Pe. João Henrique da Silva Brandão, nascido em 31/01/1751;
2- Brigadeiro Antônio José da Silva Brandão nascido em 1753;
3- Brigadeiro Manoel da Silva Brandão nascido em 1754 ;
4- Ana Vitória da Silva Brandão, casada com Manoel Barros dos Santos; nascida em 1757;
5- Clara Maria da Trindade, casada com o Coronel João Veloso de Miranda, nascida em 1759;
6- Sargento-Mor Caetano da Silva Brandão, casado com Domiciana da Fonseca Marinho, nascido em 1761;
7- Brigadeiro José da Silva Brandão, nascido em 1763 e casado em 01/12/1781 com Ana Sanches de Seixas da Silva e Ávila Brandão, de onde derivou o conhecido ramo político dessa família.”

(Velhos Troncos Mineiros, páginas 175/6).